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O Tarô como instrumento terapêutico

O Tarô como instrumento terapêutico
Publicado dia 05/11/2001 11:06:16 em Oráculos

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Uma das muitas explicações fornecidas para a misteriosa palavra Tarô é a sua origem, extraída das palavras egípcias Tar, (significa Caminho) e Ro (significa Real). Juntas, lê-se “O Caminho Real da Vida” ou “A Estrada Real”.

Embora sejam popularmente conhecidas como um meio para “adivinhar” ou prever o futuro, as cartas do tarô representam muito mais do que isso. Elas são, na verdade, um importante instrumento de acesso ao inconsciente do homem e podem ser de grande ajuda no seu processo de auto-conhecimento.

ORIGEM
O tarô é um baralho de cartas misterioso, de origem desconhecida. Tem, pelo menos, seis séculos de existência. As lendas contam que, algum tempo depois da destruição dos mistérios da Antiguidade e antes do início da Idade Média, alguns homens sábios reuniram-se em Fez, no Marrocos. Criaram, então, o que pode ser chamado de um livro didático em gravuras. Neste livro, eles concentraram, em forma simbólica, todos os ensinamentos ocultos e as experiências místicas relatadas pelos sábios.

SIMBOLISMO
As descobertas arqueológicas da humanidade sempre trouxeram à tona representações simbólicas comuns aos seres humanos, independentemente de sua época ou cultura.

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, criador do conceito de psicologia analítica, foi o primeiro a aprofundar-se no estudo destes símbolos, denominando-os de manifestações do “inconsciente coletivo” da espécie humana. De acordo com Jung, o consciente e o inconsciente existem num estado profundo de interdependência recíproca, e o bem-estar de um é impossível sem o do outro.

O médico apresentou provas extraídas de seu trabalho entre os chamados “loucos” e as centenas de pessoas “neuróticas” que lhe pediam uma resposta para os seus problemas.

As provas apontavam que a maior parte das formas de insanidade e desorientação mental eram causadas por um estreitamento da consciência, ou seja, quanto mais estreita e mais racionalmente focalizada fosse a consciência do homem, tanto maior seria o perigo de hostilização das forças universais do inconsciente coletivo e, conseqüentemente, o surgimento de doenças e desequilíbrios psicológicos.

Jung reconheceu de pronto, no tarô, a sua potencialidade em antecipar os padrões profundos do inconsciente coletivo. Isto significa que os conceitos trazidos “`a luz da consciência” pelas cartas do tarô, são comuns a todo ser humano.

O MAPA DA JORNADA
Simbolicamente, o tarô seria a “ representação” da jornada interior do ser humano em seu processo evolutivo, e as energias que ele mobiliza ao longo desse processo. O baralho completo do tarô consiste em 78 cartas, divididas em dois grupos: Arcanos Maiores ou Trunfos Maiores (22) e Arcanos Menores (56).

De um modo geral, podemos dizer que as 56 cartas dos Arcanos Menores representam o “eu exterior” (ou a personalidade do homem). Já as 22 cartas dos Arcanos Maiores simbolizam o reino secreto do “eu” interior (ou a individualidade).

A psicologia junguiana reconhece quatro funções básicas da consciência: a sensação, o sentimento, o pensamento e a intuição. Essas funções são relacionadas aos quatro naipes do tarô. Assim sendo, o naipe de Pentagramas representa a função da sensação, o das Taças está relacionado com o sentimento, o dos Gládios com o pensamento, e dos Bastões com a intuição.

Os Arcanos Maiores ou Trunfos apresentam figuras humanas e objetos. Cada uma das figuras simboliza situações ou pessoas que fazem parte da história de qualquer ser humano. O Imperador simboliza a figura paterna, a Imperatriz está relacionada com o feminino maternal, a Lua simboliza o mundo das emoções e da intuição, o Papa representa o mestre espiritual interno e assim por diante.

CONSULTA
Ao realizar uma consulta para saber que atitude tomar frente à uma situação, a pessoa vai obter uma resposta do tarô que traz à tona os seus conteúdos inconscientes. São os medos, sentimentos, emoções e expectativas relacionadas àquela questão.

Assim, poderá melhor entender seu próprio comportamento diante das situações da vida e decidir-se pela opção que lhe trará equilíbrio interior e alegria.

O tarô pode ser um valioso instrumento terapêutico, ajudando o ser humano a conhecer-se e transformar-se, visando um maior equilíbrio interior e relações harmoniosas consigo e com o mundo.

por Elisabeth Cavalcante

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Sobre o autor
Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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