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Distúrbios que levam à SEPARAÇÃO: 5 - CIÚME e DESCONFIANÇA

Publicado dia 8/15/2000 12:25:12 PM em Psicologia

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O ciúme é uma disfunção da auto estima do EU, inclusive em sua variante: a inveja. Quanto mais ele é escondido mais ele cresce como um vírus, ocupando todos os espaços dentro do EU.

A proximidade deste fenômeno com a possessividade egocêntrica é evidente: O ciúme nasce do medo de perder ou de não ter, não possuir mais, não ser mais capaz de garantir a satisfação de suas carências e necessidades (o que é uma definição bastante compatível com a da Avareza).

A insegurança tem muitos meandros dentro do EU, que desenvolve muitas manobras para evitar (SE POSSÍVEL FOSSE) todo tipo de riscos e para manipular todos os passos (em geral, com o propósito de fugir de experiências do passado que causaram dor, trauma; ou ainda, foram motivo de fracasso, vergonha, perda etc.) Neste sentido, quase todos os passos do EU podem ser de insegurança e defesa; podem ser atos motivados pelo desejo de manutenção do "conquistado", de preservação dos limites, de garantir a permanência daquilo que é "familiar" e conhecido... O problema não é isso, mas o excesso disso. Muitos vivem e morrem na ilusão de poder manipular e controlar os outros, o próprio viver e até a sorte e o azar.

Não é natural o ciúme e a tentativa de submeter o companheiro a uma escravidão consentida ! Se alguém nem sai mais à rua, se perdeu a maioria dos amigos e amigas, submetendo-se à escravidão e à prisão que lhe foi imposta, ainda assim o ciúme está lá, apenas esperando um motivo para instalar-se de novo. E na falta de um motivo ele se instala sem motivo, apenas pela necessidade interna do EU (do CIUMENTO) de sentir-se inseguro e extravasar essa desconfiança para o mundo, como se ela se originasse nele...

Se o EU respeita, não pode QUERER POSSUIR o OUTRO: O EU reverencia o OUTRO sem invadir sua liberdade, sem roubar sua independência ! Amar e dominar são mutuamente excludentes: O ato de dominar anula o sentido e a finalidade do ato de amar. O EU que confia e se entrega tem a segurança de que se o OUTRO está ao seu lado é por sua livre e espontânea vontade. Existe um amor de carência, de dependência e com cunho trágico (dor). Existe também o amor de doação, de prazer e com cunho alegre.

O EU INSEGURO, quando sofre pelo medo de perder, sofre em seu orgulho pessoal, sofre em sua auto estima mal construída, sofre por ficar sem "algo" de que muito necessitava. Muitos confundem esse sofrimento e o ansioso interesse pelo OUTRO com o AMOR.

O EU INSEGURO, muitas vezes, fica atrás do OUTRO, não apenas por sentimento, mas por vários outros motivos como não gostar de perder, detestar ficar em situações de inferioridade ou por não se conformar em "ser passado pra trás". É o seu orgulho pessoal que está em jogo e não seus sentimentos pelo OUTRO. Este último, eventualmente, se engana e se ilude com tantos sinais de interesse e atenção...

A maioria dos inseguros culpa o companheiro por suas inseguranças e desconfianças ao relacionar-se, porém é inútil fazer isso, pois trocando-se o companheiro a mesma história se repete, com mínimas diferenças. No geral, em nada se modifica a essência do processo vivido (o palco, a cena, as falas).

O fato é que a cena a ser vivida pelo EU (com uma Outra pessoa qualquer) acaba paulatinamente se instalando e sendo vivida independente de quem acabe envolvido(a) com a questão. Haja visto que substituindo-se o companheiro o jogo continua exatamente o mesmo: transcorrendo da mesma forma e dando os mesmos resultados.

O desenvolvimento da consciência nos faz, mais dia menos dia, perguntar: - Por que estou sempre vivendo a mesma coisa? - Como culpar o OUTRO se participei ativamente na construção desta situação? - Defendendo sempre com ardor os meus motivos e justificativas, como verei o inferno e a miséria em que EU me coloquei?

As respostas a essas perguntas podem iluminar a PARTE DO EU no resultado negativo encontrado. Não há como deixar de concluir que é um "mau negócio" alguém preocupar-se tanto com a atemorizante possibilidade de perder, de sofrer abandono, de ser rejeitado... e, contudo, acabar ELE MESMO criando razões e motivos para que exatamente isto seja conseguido... é CONFLITIVO e é PARADOXAL... Com certeza a solução não está em buscar desculpas e justificativas convenientes nos defeitos e problemas do OUTRO e muito menos nas pressões do mundo...


por Luís Vasconcellos

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Sobre o autor
Luís Vasconcellos é Psicólogo e atende
em seu consultório em São Paulo.


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