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Nós vamos gostar das mesmas coisas, fazer tudo juntos e seremos felizes assim!

Publicado dia 07/08/2000 10:18:19 em Psicologia

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Há muitas armadilhas no espaço relacional, a pior delas é a perda da identidade pessoal, a entrega, não à realização da experiência do amor, mas ao outro. Há uma sedução implícita na inconsciência: alguém deseja ENTREGAR-SE PERDIDAMENTE!
Pode parecer mais sedutor ainda narcotizar-se mutuamente, adiando o sentido e o valor da vida em comum.
Muitos de nós vivem o mito de que é preciso reprimir tudo que for individual para haver harmonia ou felicidade conjugal, posto que esta depende de renúncia ao EU e de submissão ao OUTRO (esta característica era mais comum entre as mulheres, mas também aparece nos homens pois não tem nada a ver com sexo e sim com a ação das polaridades psíquicas).
O ser unipolarizado (*) sabe "estar pelas metades" e sua ânsia de completude o leva a extremos de entrega e de devoção, mas o caminho da devoção e da perda do eu psicológico já estão esgotados. Serviram mais ao Estado do que aos indivíduos, mais às necessidades sociais (incluindo as das Instituições estabelecidas: família, igreja etc.).
A meta do desenvolvimento agora é o acordar da consciência do EU, o despertar para uma verdadeira e responsável vida espiritual, no sentido de uma procura que jamais se esgota, mais do que no da imitação do bom exemplo. Todos sabemos da insuficiência e da inutilidade de se fazer exortações morais: um caminho que está esgotado e já mostrou ser pouco convincente; agora a busca é a da liberdade, do prazer e da responsabilidade conjugadas e permeadas por um sentido de finalidade, de desenvolvimento e de expansão da consciência individual.
Um relacionamento se dá no mundo do NÓS que, naturalmente, é o resultado da interação de UM com o OUTRO. Porém quantos se esquecem que se houver obliteração do UM o resultado desta dinâmica pode ser uma falência total! Quantos deixam de viver a própria vida para viver a do OUTRO? Quantos entendem a vida de relacionamento como uma renúncia a tudo que for pessoal ou individual ? Vice versa, quantos se satisfazem com a crescente submissão do EU do OUTRO ao seu próprio poder pessoal? Quantos vivem sob a regra de que "se alguém tiver de dar o braço a torcer que seja o OUTRO!"
Quando acreditamos que é harmonia fugir da briga e concordar com o OUTRO em tudo estamos em verdade acendendo o pavio de uma bomba relógio embutida e que disparará em futuro próximo ou remoto. E o que dizer dos que acreditam que viver em harmonia é obrigar o OUTRO a uma concordância incondicional? Quanto mais cedo esta "bomba" explodir, melhor será para todos os envolvidos...
Achamos bonito e romântico aquele casal que, quando um morre o outro o acompanha em poucos meses, pois a vida não fazia qualquer sentido sem o companheiro... Estes podem ter vivido uma engolidora dimensão do "NÓS" e que eclipsava a existência real dos "EUs". E que enorme poder isto movimenta! Contudo, a realidade psicológica mudou e hoje a exigência é a de que qualquer um de nós desenvolva consciência própria das possíveis oposições internas entre consciente e inconsciente e não a mera projeção no parceiro da relação.
No passado a especialização dos papéis criava um abismo intransponível e a necessidade visceral da presença do OUTRO. Hoje há uma crescente consciência de que AMAR é fazer-se completo, sem depender do OUTRO além de certa conta, pois há uma grande diferença, nos resultados, se estamos vivendo uma comunhão / cooperação ou se, ao contrário, estamos sucumbindo a uma cumplicidade com o OUTRO.
Dizendo isso de modo mais corporal e físico:
_ "abrace de forma sentida o OUTRO, mas, caso ele, por alguma justificada razão, saia do abraço, tente não "cair de boca" de forma tão humilhante e encontre sustento suficiente em suas próprias pernas ."
Quando contamos com a união de forma muito temerária (exagero da dependência) acabamos atraindo aquilo de que mais tentamos fugir: a separação e o desrespeito por parte do OUTRO. Vice versa, quando jamais admitimos mostrar "fragilidade" (exagero da independência) não temos "olhos" para valorizar o OUTRO naquilo que lhe é meritório e, nada fazendo para sustentar a união, chegamos a idêntico resultado.

por Luís Vasconcellos

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Sobre o autor
luis
Luís Vasconcellos é Psicólogo e atende
em seu consultório em São Paulo.


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