O que você faz com o que sente? Parte II

O que você faz com o que sente? Parte II

Autor Rosemeire Zago

Assunto Psicologia
Atualizado em 05/02/2026 16:25:36


Exercício prático de identificação emocional e corporal

Na primeira parte, aprendemos sobre a importância de sair do modo automático através do diálogo interno, como uma das ferramentas mais importantes no processo de autoconhecimento e cura.
Agora, vamos transformar essa escuta em prática, aprofundando o diálogo interno.

Identificar o que sentimos é um passo essencial para o cuidado emocional. Quando aprendemos a reconhecer nossas emoções, sentimentos e estados internos - e como eles aparecem no corpo - passamos a ter mais clareza sobre nossas reações e escolhas.

Este exercício não tem como objetivo "controlar" emoções, mas reconhecê-las, respeitando os sinais que o corpo oferece.

Exercício de identificação emocional:

Para realizar este exercício, você irá identificar a experiência emocional que está sentindo por meio do diálogo interno.

Pergunte-se: "o que estou sentindo agora? E ouça a resposta. Ao receber a resposta, você irá escrever:
Situação: o que aconteceu imediatamente antes da experiência surgir;
Intensidade: dê uma nota de 1 a 5, sendo 1 "sinto muito pouco" e 5 "sinto intensamente";
Corpo: toda experiência emocional gera uma resposta no corpo. Identifique qual parte do corpo reagiu e de que forma (tensão, dor, desconforto, pressão, formigamento, sensação de frio ou calor, entre outros).

Por exemplo: ao identificar que está com medo, continue o diálogo interno e pergunte-se: quando comecei a me sentir com medo, o que aconteceu, qual foi a situação? Estou com medo do resultado dos exames que fiz. Nota 5. Sinto dor no estômago.

Esse exercício vai te ajudar a aprender identificar o que sente, quanto sente e onde sente no corpo, trazendo maior consciência emocional e o acompanhamento do seu próprio processo. Você vai precisar disso tudo para aprender a regular o sente. E isso vai fazer diferença na vida!

Lista de emoções, sentimentos e estados emocionais:
Abaixo seguem algumas experiências internas para te ajudar a nomear o que sente. Você pode incluir outras que possa sentir.
As experiências estão organizadas em ordem alfabética para facilitar a identificação, sem hierarquizar ou classificar o que é sentido.

Experiências desafiadoras:

EMOÇÃO

SITUAÇÃO

INTENSIDADE

CORPO

Abandono

 

 

 

Angústia

 

 

 

Ansiedade

 

 

 

Apreensão

 

 

 

Autocobrança

 

 

 

Cansaço emocional

 

 

 

Ciúme

 

 

 

Confusão

 

 

 

Culpa

 

 

 

Desamparo

 

 

 

Desânimo

 

 

 

Desesperança

 

 

 

Desvalorização

 

 

 

Frustração

 

 

 

Impotência

 

 

 

Insegurança

 

 

 

Irritação

 

 

 

Julgamento

 

 

 

Medo

 

 

 

Preocupação

 

 

 

Raiva

 

 

 

Rejeição

 

 

 

Ressentimento

 

 

 

Saudade

 

 

 

Sobrecarga

 

 

 

Solidão

 

 

 

Tristeza

 

 

 

Vazio

 

 

 

Vergonha

 

 

 


Ao aprender a nomear o que sente e a perceber como o corpo reage, você fortalece sua capacidade de autorregulação e amplia o cuidado consigo mesmo.

Na parte 3, vou falar sobre regulação emocional, ou seja, a partir do momento que você identifica o que sente, onde sente, irá aprender o que fazer com essa emoção.

Abaixo algumas experiências reguladoras:

EMOÇÃO

SITUAÇÃO

INTENSIDADE

CORPO

Acolhimento

 

 

 

Alegria

 

 

 

Alívio

 

 

 

Amor

 

 

 

Calma

 

 

 

Confiança

 

 

 

Conexão

 

 

 

Contentamento

 

 

 

Coragem

 

 

 

Entusiasmo

 

 

 

Esperança

 

 

 

Gratidão

 

 

 

Leveza

 

 

 

Orgulho saudável

 

 

 

Pertencimento

 

 

 

Proteção

 

 

 

Satisfação

 

 

 

Segurança

 

 

 

Serenidade

 

 

 

Tranquilidade

 

 

 


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zago
é psicóloga clínica CRP 06/36.933-0, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Estudiosa de Alice Miller e Jung, aprofundou-se no ensaio: `A Psicologia do Arquétipo da Criança Interior´ - 1940.
A base de seu trabalho no atendimento individual de adultos é o resgate da autoestima e amor-próprio, com experiência no processo de reencontrar e cuidar da criança que foi vítima de abuso físico, psicológico e/ou sexual, e ainda hoje contamina a vida do adulto com suas dores.
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