Como se amar?

Como se amar?

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 18/11/2002 11:09:59


“O coração é bastante grande para
conter muito amor. Quanto mais
você o dá, mais você o tem.”
Victor Hugo


Este artigo é fruto de sugestões que recebi de inúmeras pessoas que leram o meu artigo sobre solidão, pedindo para que eu me aprofundasse no tema: “Como se amar?”, já que no artigo anterior eu havia escrito que para se acabar com a solidão, era necessário se amar. Portanto, a dúvida “como se amar?” foi a mais comum dentre os inúmeros e-mails que recebi da maioria das pessoas que leu o meu artigo sobre solidão. Na verdade, esta dúvida reflete a dificuldade em que muitos se encontram de se amar verdadeiramente. Basta ver as letras das canções populares onde se fala de amor, traição, rejeição, solidão, amor não correspondido, incompreensão, etc. No meu consultório, uma das queixas mais comuns dos pacientes, está na dificuldade de se amar e, consequentemente, se entregar no relacionamento amoroso.

É o medo da intimidade.
Mas por que acontece isso? A causa principal advêm de uma cultura e moral religiosa equivocadas e distorcida, que nos ensina a amar o próximo, a tratá-lo bem e a respeitá-lo, mas se esquece de falar também do “como a ti mesmo”. É a máxima Cristã “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Desta forma, pensar em si é ser egoísta, individualista. Aprendemos, portanto, que é “feio” pensar em si mesmo. Com certeza, você será muito malvista(o), criticada(o).

E aprendemos também a atrelar o amor por si nos outros, ou seja, só vou me amar se alguém me amar; só vou me sentir valorosa(o), se as pessoas me valorizarem. A pergunta que costumo fazer para uma pessoa que não se valoriza é: “E se as pessoas não te valorizarem no seu trabalho, na sua casa, como fica? Você vai fazer o mesmo com você”?

Se o seu marido não te valoriza, não te dá carinho, atenção, se te destrata, manda calar a sua boca, diz que você só fala besteira, te humilha na frente dos outros, fala que você parece uma porca porque está gorda, o que você faria? Ficaria calada, iria se trancar no quarto e chorar, se sentindo uma “pobre coitada”?
Tais atitudes refletem, evidentemente, o desamor por si mesma. Depressão, amargura, desinteresse pela vida, desesperança e até o suicídio, são portanto conseqüências desse desamor. Então, como se amar?

É sair desse vitimismo, dessa visão que você é uma “grande vítima”. É parar de se criticar, de nutrir raiva por si mesma(o), ficar sempre se condenando, se sentindo culpada(o) por tudo. É se “pegar no colo”, ter um profundo respeito e apreço por si. É se tratar bem como você costuma fazer com as visitas em sua casa. Você trata bem as visitas? Então, por que não faz o mesmo com você? O que adianta ser boa com os outros, se com você é muito má, uma carrasca de si mesma? Adianta? Portanto, se amar é ter atitudes positivas, respeitosas consigo mesma. É fácil? Claro que não!!! Porquê?

Porque não fomos educados para isso. Você falaria de suas qualidades na frente de uma platéia lotada de gente, naturalmente, sem ter vergonha? A maioria das pessoas encontra muita dificuldade em se auto-elogiar em público, porque não se valoriza verdadeiramente. Aprendeu que a modéstia é a melhor política.

Já viu um político falar mal de si, ter vergonha de si? Se já viu, então ele não vai ter sucesso em sua carreira política. Portanto, se amar é uma questão de escolha, de exercitar esse trato amistoso consigo mesma. É aprender a sentir prazer em ser você, do seu jeito. É se aceitar verdadeiramente, sem se criticar. É mudar o seu estilo de vida, dar mais risadas, melhorar a qualidade de seus pensamentos e sentimentos, fazer dieta, ginástica, cuidar de seu corpo, escolher melhor suas amizades, adotar um estilo de vida amoroso e não agressivo, tóxico ou indiferente. Gostar de si, portanto, resulta em querer viver, ter paixão pela vida. Por outro lado, na teoria é fácil falar em se gostar. O grande desafio é exercitá-lo no nosso cotidiano. É o convite que faço a você. Ame-se!!! Tome um “porre de amor”, se “embriague de amor”. Garanto que você não vai se arrepender.

Um abraço carinhoso e fraterno!!!

Leia Também

Solidão


estamos online   Facebook   E-mail   Whatsapp

Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
Visite o Site do Autor

Saiba mais sobre você!
Descubra sobre Vidas Passadas clicando aqui.

Gostou?   Sim   Não  
starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 1

Deixe seus comentários:


Veja também


As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor. O Site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços de terceiros.

Siga-nos:
Youtube     Instagram     Facebook     x     tiktok

 


  Menu
Somos Todos UM - Home