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A JUVENTUDE DE ESPÍRITO

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Ele era um velho com alma de jovem. O seu corpo bem conservado, apesar da idade, de alguma forma testemunhava a passagem do tempo, mas a sua mente soubera se conservar ágil, curiosa, sadia, vivaz. Estar perto dele era um prazer renovado para todos, pois era alegre, aborrecia-se pouco, levava a vida de forma leve, compreendia as fraquezas alheias mesmo que não as apoiasse. Sua conversa era sempre cheia de sabedoria, aquela que o viver consciente tinha lhe permitido armazenar. Era o amigo de momentos tristes dos seus amigos e nem sempre o companheiro dos instantes alegres dos mesmos. Tinha um encanto muito grande pela natureza e suas constantes mudanças e transformações, que lhe recordavam a sua própria renovação. Uma criança lhe deixava cheio de ternura e paz e o que mais lhe estristecia era ter muitas vezes que conviver com pessoas envelhecidas, embrutecidas e amarguradas pelo passar dos anos... Isto lhe deixava deprimido, realmente, pois também já aprendera que cada um se ajuda quando quer - muito pouco podemos fazer quando alguém está errado e não se apercebe disso e não quer mudar.
Enfim, este velho jovem era uma festa constante nos lugares por onde passava. Tinha uma intimidade muito grande com o Deus Criador e fazia dele o amigo e confidente fiel, de todos os seus instantes. Sabia da partida que se anunciava para breve, para outro plano de vida e procurava considerá-la a mais natural possível, consciente de que a morte é parte integrante de um processo natural e assim precisa ser encarada. Sabia da saudade, mas já se acostumara a ela, pois vira muitos partirem, tivera inúmeras perdas afetivas importantes ao longo de sua vida rica em experiências. Mas compreendia, também, que a realidade não é bem a que a gente pode perceber com nossos órgãos dos sentidos, mas aquela que se pode sentir de maneira muito sutil, mas não menos forte e clara. Um vitorioso diante dos embates vividos e superados com dignidade, este ser que já se preparava para deixar o plano material, estava íntegro.
O seu corpo tinha marcas deixadas pela passagem inexorável do tempo, mas a sua alma conseguira fazer de cada experiência um aprendizado e tivera a sabedoria de guardar na mente apenas as recordações felizes e agradáveis, compreendendo que as dores tinham vindo e ido e tinham sido grandes instrutoras do seu espírito.
E o meu amigo velho partiu um dia, naturalmente e sem alarde - como uma flor que murchasse. Dormindo no seu leito simples não mais acordou neste planeta, mas se viu cercado de uma luz linda que nunca tinha visto e que lhe trazia uma sensação muito grande de ser amado, de ser acolhido. Já se sentia feliz consigo mesmo antes daquela viagem e agora o estava mais ainda! Despertava para uma nova realidade, sem mágoas, sem apegos, sem sofrer, aceitando mais esta mudança que o seu amigo querido, Criador de Tudo, lhe preparara.
Feliz do velho que sabe ser jovem até para acreditar no que não vê, mas que pressente e percebe no seu coração existir uma vida eterna, não importa onde se esteja, onde se tenha que ir.
Amigo, seja feliz e me ajude a aprender com você a me deixar conduzir pela vida sem muitas queixas ou questionamentos.

Cristina - cris_tanajura@yahoo.com.br

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