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A preocupação, um hábito terrível


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Um dos hábitos mais terríveis que carregamos é o da preocupação. Se analisarmos a palavra "preocupação", percebemos que ela, em si, já elucida a questão, pois, "pré-ocupar-se" significa imaginar antecipadamente todo tipo de problema em relação às nossas futuras ações, aos nossos projetos de vida e aos fatos que ocorrem em nossa vida.
Na verdade, o maior problema da pré-ocupação é que ela consome quantidades enormes de energia dos nossos três grandes instrumentos, ou seja, do cérebro, do sistema nervoso e dos órgãos vitais.
Como mostram recentes pesquisas científicas, nosso sistema nervoso, em geral, é incapaz de distinguir as situações concretas das imaginárias. Não é difícil verificarmos, na prática, esse fato.
Se, por exemplo, estivermos andando no escuro e subitamente nos depararmos com uma sombra que nos pareça um cão ameaçador, imediatamente a adrenalina irá disparar de forma violenta em nosso corpo. Isso porque nosso cérebro envia automaticamente, através do sistema nervoso, ordens para que as glândulas supra-renais injetem adrenalina em nosso sistema sanguíneo a fim de enfrentarmos aquela situação de perigo, e fugirmos, caso necessário. Naturalmente a corrente sangüínea leva esse hormônio para todos os nossos músculos que ficam prontos para combater aquela situação de emergência.
Nesse instante, porém, passa um carro que, com seus faróis, ilumina a figura que projetava aquela sombra. Constatamos, então, que aquilo que imaginávamos ser um cão é, na verdade, um caixote coberto por um pano. Nossa fisiologia, nesse instante, muda drasticamente.

É inegável que toda preocupação vem carregada de uma porcentagem enorme de fantasia construída por nossa imaginação, e esse exemplo prático mostra-nos claramente o poder que a imaginação exerce sobre nosso organismo como um todo. Portanto, o mais grave é o efeito funesto que toda preocupação exerce sobre o nosso organismo, pois, mina nosso bem estar, nossa boa disposição, sem que nos apercebamos disso.

Assim, toda nossa capacidade física, mental e emocional vai decaindo. Mas, como isso ocorre pouco a pouco, não percebemos quanto perdemos por causa desse hábito terrível. Por isso, para levarmos uma vida melhor e mais saudável, urge começarmos a desmontar o hábito de nos preocuparmos constantemente.

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL
www.ogrupo.org.br

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