Aceitar a Tristeza para encontrar a Alegria

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Vivemos em uma sociedade que nos ensina, desde cedo, a fugir da tristeza. Ela é vista como fraqueza, como algo a ser corrigido rapidamente, varrido para debaixo do tapete da produtividade e do "pensamento positivo". Mas e se estivermos fazendo exatamente o oposto do que a vida nos pede?

Inspirada nas reflexões de Elisabeth Cavalcante, ecoando a sabedoria de Osho, surge um convite profundo: aceitar a tristeza como parte natural da existência.

A tristeza não é uma inimiga. Ela não chega para nos destruir, mas para nos mostrar algo. Quando resistimos a ela, quando a negamos ou a combatemos, criamos um conflito interno que a mantém viva e pesada. A luta prolonga a dor. A rejeição a endurece.

Mas a tristeza, em sua essência, é apenas energia.

Quando permitimos que ela exista -sem medo, sem raiva, sem julgamento- algo surpreendente acontece. Ao invés de nos afundar, ela começa a se transformar. Não porque tentamos mudá-la, mas porque paramos de lutar contra ela.

Receber a tristeza é um ato de coragem. É sentar-se com o que dói, respirar fundo e dizer: "Você pode ficar. Eu estou aqui".
Nesse espaço de acolhimento, a natureza da tristeza se revela. Ela se suaviza. Ela se move. Ela flui.

E então, quase sem perceber, aquilo que era peso vira leveza. As lágrimas perdem o amargor e começam a carregar uma doçura estranha, quase silenciosa. O coração, antes apertado, encontra espaço. A tristeza já não é mais tristeza - ela se transforma em alegria serena, em silêncio profundo, em presença.

Não é uma alegria barulhenta.
É uma alegria que nasce da compreensão.

Aceitar a tristeza não significa se afogar nela, mas permitir que ela cumpra seu ciclo. Tudo o que é acolhido pode partir. Tudo o que é negado tende a permanecer.

Talvez o maior aprendizado seja este:

Quando abraçamos nossa humanidade por inteiro, inclusive suas sombras, descobrimos que até a tristeza pode nos conduzir à luz.


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