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As Cartas de Cristo (Carta 6 - Parte 14) - A Verdade em relação ao “PECADO”

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É preciso compreender que, ao longo dos séculos, as pessoas sentiram que certas facetas do comportamento humano eram prejudiciais para o bem-estar dos outros. Elas tinham testemunhado assassinatos, roubos de mulheres e de bens alheios, causas de grande dor e sofrimento para a comunidade, tornando a vida difícil, às vezes intolerável. Concluiu-se então que, com certeza, aqueles comportamentos deviam ser contrários à vontade daquele que chamavam “Deus”. Assim, deram àqueles comportamentos o nome de “pecado” e os definiram como sendo o “mal”. Finalmente, os profetas concluíram que tal comportamento aberrante devia originar-se de uma força “malévola”, oposta a Deus e a chamaram de “Satanás”.
As pessoas ameaçaram e castigaram umas às outras, na crença de que os “pecados” eram maus e de que seu “Deus” castigaria os homens pelas maldades contra os outros. Até hoje se pratica esse comportamento nas igrejas. Os líderes religiosos tentam controlar as pessoas pelo medo.
O CONCEITO DE “PECADO” contra Jeová, o Eterno e infinitamente Poderoso Criador, era um hábil e poderoso método de controle das pessoas. As crenças da igreja são uma trágica farsa de tudo o que tentei ensinar às pessoas na Palestina.
Moisés foi o primeiro que consagrou a crença no “pecado” e no “castigo”, na forma dos Dez Mandamentos. Moisés disse que “Deus” deu a ele os Dez Mandamentos e que, se os israelitas os desrespeitassem, teriam que sofrer o castigo – em alguns casos, isso significava a morte por apedrejamento. E ensinou que, se desrespeitassem as Leis, estariam pecando contra seu “Deus”.
A verdade exata é que Moisés foi ao monte para rezar, pedindo um meio para controlar os Israelitas rebeldes. Em resposta àquela oração, recebeu por inspiração os Dez Mandamentos, dados a ele para ajudá-lo em sua tarefa de dirigir os Israelitas, sem perigo, em sua jornada no deserto, com o menor grau de confusão.
Religiosos aceitam e creem de todo o coração em um “Deus” que, segundo dizem, instruiu Moisés a engajar-se em comportamentos agressivos e massacres, ao conquistar a “terra prometida”. Esta era uma terra bela e produtiva que foi arrancada sem piedade de um povo trabalhador, assassinado aos milhares. Isso foi considerado como a coisa certa a fazer, uma vez que “Deus” tinha prometido para eles uma terra bela na qual se estabeleceriam. Até hoje, os religiosos creem que, como “Deus” falou com Moisés, deve ter sido “Deus” quem decretou o derramamento de sangue. Em sua Bíblia há muitas descrições semelhantes e horrendas sobre guerra e derramamento de sangue e são consideradas permissíveis – justas e corretas – porque se acreditou que “Deus” ordenou a eles ir para a guerra contra os gentios.
Você pode perceber na história dos Judeus o desenfreado IMPULSO DO EGO, no qual inclusive “Deus” é “usado” para isentá-los de toda a responsabilidade? No momento de exaltação do próprio poder, tornou-se permissível e justo ignorar os Dez Mandamentos e realizar um extermínio em massa. Eles acreditavam não estar cometendo nenhum pecado, pois o massacre tinha sido ordenado por “Deus”. Que “Deus”!
Você pode perceber por que era necessário que eu nascesse na Palestina e vivesse entre os Judeus, em um esforço para ajudá-los a ver que suas crenças e práticas tradicionais eram totalmente contrárias à Natureza da CONSCIÊNCIA DIVINA, que verdadeiramente havia dado a eles o ser?
Através dos séculos, os homens lutam com o conceito de “pecado”. Muitas pessoas sinceras ficam aflitas com a maneira pela qual ofendem a “Deus” e rezam pedindo seu perdão. Há muito tempo, sacrificavam um sem número de animais no Templo de Jerusalém para apaziguar a “Deus”, na esperança de escapar das consequências de seus pecados. Desde aquela época, inumeráveis livros foram escritos sobre o tema, expressando pesar e horror por ver o estado da alma dos homens, indicando a mudança de comportamento pelo açoitamento com chicote, para torturar a carne e fazê-la pagar pela maldade de pensamento, palavra ou ato. Muitos desses livros foram aplaudidos pelos “Cristãos” em toda a Europa e guardados em arquivos de instituições religiosas.
Esses livros prendem as pessoas à antiga personagem de “Jesus”, pregando “a salvação do homem do castigo de seus pecados”, por meio de minha morte na cruz. Como já expliquei, estas crenças são fisicamente impossíveis e contrárias aos fatos da criação. Nenhuma “Divindade” superior exige o pagamento pelos “pecados”. Este é um conceito inteiramente humano – e pagão. Qualquer tipo de derramamento de sangue, com o propósito de realizar ritos religiosos, é paganismo. O que a Igreja Cristã tem apresentado aos seus seguidores é uma versão “glorificada” do paganismo.
Quando as pessoas tornam outras infelizes, de um modo ou de outro, estão criando seu próprio futuro em “retorno”. Não como retribuição, mas como uma “atividade consciente de criação”. Portanto, é uma questão de urgência combater fortemente estas crenças no “pecado” e na “salvação por minha morte na cruz”, – e a substituição – pela compreensão espiritual que está sendo fornecida a você nestas Cartas.
Antes de abandonar o assunto de doutrinas religiosas, quero deixar claro que, através dos tempos, alguns buscadores espirituais na Igreja Cristã purificaram suficientemente sua consciência para adquirirem uma forte consciência do “Poder” que eles chamam “Deus”, e acabaram por reconhecer que a igreja não ensina a “Fonte do Ser”. Porém, somente uns poucos evoluíram espiritualmente o suficiente, para irem além dos parâmetros das crenças religiosas e sentirem o influxo do “Poder”, uma vez que a grande maioria das pessoas só pode conceber a Verdade por meio de uma terminologia terrena.

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