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As Cartas de Cristo (Carta 9 - Parte 2) – Abandonar as tradições que nos afastam da Verdade da Vida


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A Religião Judaica ensinava que somente os Sumos Sacerdotes poderiam aproximar-se do “Santo dos Santos” e fazerem súplicas pelo povo. A população só poderia aproximar-se de Jeová através dos sacerdotes, trazendo pássaros e animais para que fossem oferecidos em sacrifício, queimados para apaziguar Jeová pelos “pecados” das pessoas. Através desses meios, os Judeus obtinham o “perdão dos pecados”.
Eu ensinei repetidas vezes às pessoas que elas receberiam o perdão do “Pai” para os seus pecados segundo a sua própria boa vontade para perdoar os outros, pois seria dado a elas de acordo com a sua própria “semeadura”. Eu também ensinei as pessoas a se aproximarem do “Pai” diretamente e a rezarem de forma simples, pedindo aquilo que necessitassem para as suas vidas. Assegurei que elas seriam ouvidas e as suas súplicas respondidas, desde que fossem feitas com fé total, sem nenhuma dúvida em suas mentes. Você deve compreender que tudo o que ensinei aos Judeus estava em conflito direto e em oposição ao que os seus Anciãos Religiosos ensinavam e foi esse o motivo pelo qual os Sacerdotes me odiaram – e me crucificaram, uma vez que eu estava roubando os seus exaltados cargos de “guarda-costas pessoais” do “Todo Poderoso”.
Devido ao temor das represálias depois da minha morte, os discípulos não se libertaram completamente do Antigo Testamento. Assim, muito do que existe no Antigo Testamento foi passado para a religião “Cristã”.
Como alternativa ao sacrifício de animais, o corpo e o sangue de “Jesus” são oferecidos pelos sacerdotes no altar. Após muitos anos e de Roma assumir o posto de protetora da religião “Cristã”, assim como os sacerdotes Judeus já haviam feito antes, também os sacerdotes “Romanos” se vestiram com caríssimas roupas e utilizaram acessórios de prata e ouro para as cerimônias religiosas.
Nos tempos de Paulo, isso teria sido inconcebível. Ele tinha uma mensagem simples de “salvação pela minha morte na cruz”, embora não tenha sido a mensagem que eu trouxe aos meus compatriotas da Palestina. Ele estava perpetuando uma tradição Judaica de “sacrifício do outro para pagar pelos seus próprios pecados”. Que vergonhosa covardia! Ainda assim, Paulo realizou um grande serviço pela humanidade ao dar início a um movimento que seria um meio de abençoar a todas as raças igualmente. Ele delineou um modo de pensamento e conduta diária que trazia harmonia às vidas daqueles que procuravam viver de acordo com os seus ensinamentos.
É bem provável que alguns Judeus tradicionalistas, vociferando outra vez, hostilizem as minhas palavras nesta segunda vinda. Eles se ressentirão de minha constante referência à antiga prática Judaica de sacrificar animais e pássaros nos templos para agradar a Deus e obter o perdão dos pecados. Porém, sejam quais forem as suas objeções, o fato histórico continua sendo que o Templo era um lugar para oferecer sacrifícios e que o cheiro era sentido em toda a Jerusalém. E durante todo aquele tempo eu sabia que o edifício do Templo era dedicado a um mito, uma invenção da imaginação do homem, uma racionalização daquilo que a mente humana não podia compreender espiritualmente.
Eu estava lá! Senti as pedras quentes debaixo de minhas sandálias e o sol sobre minha cabeça. Eu discuti com os Fariseus, suportei as suas risadas e piadas com certo divertimento e observei-os enquanto ensinavam de maneira dogmática uma forma de vida opressiva, de contínua obediência às tradições sem valor relacionadas a comer e beber, as quais eram totalmente desnecessárias!
Eu estava lá! Às vezes, meu divertimento acende uma faísca de travessura em minha mente e faço com os Fariseus o mesmo tipo de piada analítica pelos seus hábitos pessoais, suas roupas pomposas e suas leis, assim como eles fizeram comigo e com os meus ensinamentos. “É um tolo”, disseram aos gritos ridicularizando a minha afirmação de que “O Reino de Deus está em você”. “Diga-nos – como pode ‘Deus’ estar dentro de uma pessoa?”, – gritaram ironicamente.
Usando uma chuva de argumentos pejorativos, invocaram os profetas e compararam seus conceitos do Todo Poderoso Jeová com as minhas descrições do “Pai” simples “que se importava até com os pássaros”. Como poderia ser isso, perguntavam, se as aves eram sacrificadas regularmente no Templo para pagar os pecados dos homens? Moisés teria estabelecido tais práticas sagradas de sacrifícios com o fogo, se as aves e os animais tivessem alguma importância aos olhos do Todo Poderoso?
Eu ficava impassível diante de seus ataques verbais. Eles só tinham a convicção da tradição Judaica para apoiar as suas afirmações – enquanto minha mente havia sido impregnada com o verdadeiro conhecimento da existência em si, durante as minhas experiências iluminadas no deserto. Foi-me dada a compreensão da universalidade e da BOA VONTADE criadora do “Pai” que me permitiu perceber e fazer coisas que nenhum Sumo Sacerdote, Fariseu, Saduceu ou Escriba jamais poderia fazer.

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