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O Homem precisa livrar-se do seu fardo

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O trabalho da alma que cresce é dissolver os traumas, as tristezas e os apegos colecionados ao longo de muitas vidas - o fardo que carregamos.

Preste atenção aos seus sentimentos, eles revelam a verdade sobre você. Não importa se essa verdade é abonadora do seu ponto de vista ou não. Não importa qual seja esta verdade. Buscá-la é a sua obrigação, reconhecê-la, o seu remédio, transformá-la, a sua cura.

Não se deve julgar. São anos, séculos, milênios de desconexão com a Divindade. É muito tempo vivendo na inconsciência espiritual por escolha própria, para adquirir o aprendizado majestoso do homem em mundos tridimensionais. Isso tem uma consequência, claro, tem um resultado. Há um grande acúmulo, uma bagagem que trazem por tanto tempo de experiências na carne, desligados de sua Essência - aparentemente desligados, porque a Essência Divina sempre esteve com vocês, sempre acompanhando sua jornada, sempre monitorando o aprendizado. Mas não interferiu, porque a lei é a do livre-arbítrio, que dá ao homem o direito de escolher.

Então, após anos, séculos, milênios de experiências, vidas e vidas esquecido de sua origem, tateando no escuro o caminho de volta, o homem vê algo se iluminar. A bagagem das experiências adquiridas traz à alma um momentum de consciência e essa alma pode liberar conhecimento à personalidade encarnante. Começa então a surgir o sentido da religiosidade, de ligação com algo maior, e por aí o homem contempla um novo estágio de leis, conhecimentos, adquire um código de conduta. A personalidade começa a responder aos estímulos divinos, a reconhecer a existência de algo mais e ter clareza, compaixão, responsabilidade sobre si mesma.

E o que fazer com toda essa bagagem de aprendizado, com os sofrimentos, os traumas, as tristezas, decepções, frustrações? Isso é como um fardo, um fardo demasiadamente pesado que arrastam vida após vida. Esse fardo precisa ser aberto, esmiuçado, dissolvido. Esse é o trabalho da alma que cresce. Ela já não pode mais carregá-lo, e também não pode deixá-lo no meio do caminho.
No Universo, somos todos responsáveis pelas energias que geramos, pela bagunça que criamos. Vocês não ensinam suas crianças a limpar a bagunça de suas brincadeiras, a guardar os objetos? Pois dá-se o mesmo com a alma. Ela tem de se livrar de modo limpo e definitivo do seu fardo - se não, o Universo estaria por demais entulhado de energias mal-qualificadas. Ela, como responsável por suas criações, vai agora olhar o seu pesado fardo.

Esse é um trabalho que muitos acham doloroso, mas é extremamente compensador e libertador. Ademais, pelo enfrentamento da dor, das mágoas, dos traumas, lembranças tristes e medos é que a alma constata para a sua personalidade que essas coisas todas eram ilusórias. O fardo começa a se desfazer no momento mesmo em que é aberto. Mas cada peça, cada trapo dele precisa ser olhado, reconhecido, suas origens buscadas - de outra forma, não se pode fazer a limpeza.

Muitos atiram seu lixo para longe, com se dessa forma ele fosse deixar de existir, mas não é bem assim. Tudo, para retornar ao estado primordial em que estava, precisa ser reconhecido e transmutado. Há que se usar a vontade consciente do ser, há que se manipular as chamas transmutadoras, a magnífica Chama Violeta, para transmutar essas energias. O fardo se dissolve e a alma pode prosseguir em sua jornada tão livre, tão leve, que pode alçar vôos, que pode alcançar outras dimensões.

Os que querem viver em mundos mais leves, onde os sofrimentos e tribulações já não mais existem, por mais consciência que tenham dessas possibilidades, não poderão experimentá-las a menos que se livrem do seu fardo, seus medos, traumas, desassossegos, apegos. Muitos homens têm consciência dos mundos superiores, têm referências intelectuais para criar uma existência em outros estados, mas não o conseguem porque lhes faltou o trabalho mais difícil, o de desintegrar o fardo. Como a alma poderá sutilizar-se se ainda tem um saco de bugigangas amarrado aos tornozelos? Alguns podem visualizar essas energias aprisionadoras como correntes, como cascas de peles grossas, como pesadas vestimentas. Há muitas maneiras de visualizar e entender isso. Usamos aqui a imagem do fardo porque não deixa de ser um bolo de energias pesadas, empacotadas e resultantes de inúmeras experiências de vida.

O fardo da sua vida, é você que tem de cuidar. Isso significa avaliar a verdade dos seus sentimentos. Os sentimentos mais profundos, mais incômodos, mais traiçoeiros, estão a denunciar a natureza do seu fardo.
O homem verdadeiramente livre é aquele em que os sentimentos se apaziguaram, em que não há medo, receios, temores, culpas, remorsos. Os sentimentos pacificados, a natureza impassível que tudo compreende é a meta a ser alcançada por cada um de vocês. Mas isso só se fará depois de descoberto e tratado o fardo. Os sentimentos de raiva, de ódio, de inveja, de vingança, tudo isso está lá, são trapos de vidas passadas, são marcas de experiêncis que, na visão de vocês, feriram sua integridade, aviltaram sua personalidade.

A origem disso tudo precisa ser estudada, revista, transmutada. É de suma importância que façam isso, meus filhos. Este é o trabalho do soldado, do valente guerreiro, e uma vez que o compreendam, terão a ajuda do seu Eu Superior, da sua Divina Presença, de seus Guias. Não estão sós nessa jornada, embora tenham de saber que ninguém poderá fazer isso por vocês, é um trabalho único, exclusivo e intransferivelmente seu.
Não percam mais tempo, não se demorem mais. Olhem para esse fardo que carregam.

Canal: Regina Giannetti
www.vialuz.com

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