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SOBRE O AMOR E A PAIXÃO


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Tem essas coisas estranhas sobre o amor, sobre o gostar, sobre o estar apaixonado. Que certezas pode-se ter? Bobagem procurar os indícios que esclareçam exatamente que tipo de coisa é esta que derrama azul sobre o céu nos dias de chuva.
Eu tento explicar que não importa o nome que damos. Mas quando um olho bate no outro, dá uma vontade de dizer mais que isto que estamos dizendo. E penso que não é hora. Porque desde criança aprendemos que tudo tem uma hora certa, que não se coloca a carruagem na frente dos animais. Então a gente não diz. Mas sente. E continua a sentir todas as vezes em que os olhos se batem.
E sente muito mais quando os olhos não se batem, mas se procuram, e se angustiam com a ausência ou com a saudade... e esse silêncio danado que fica resmungando coisas no ouvido... e esse medo de perder o que ainda nem se tem certeza que se ganhou.
Pois é. Então que nome vamos dar a isto? Alguns falam paixão, como se fosse um filhote rebelde do amor. Para falar amor é preciso mais tempo, mais dados, mais provações.

A paixão é coisa rápida, pode-se pegar uma a cada esquina da vida, tem um jeitão colorido, nos sacode inteiros, depois nos larga... para quem quer dar um nome honesto ao que sente, melhor ficar com este. É mais seguro. Menos comprometedor. Amor exige compromisso. A paixão admite equívocos, duplicidade, lágrimas nas madrugadas e sorrisos pela manhã, admite a troca dos personagens sem muito prejuízo para o enredo. Estar apaixonado é bonitinho e serve como justificativa para a maioria das bobagens que se comete. O amor não. Ele é sério. Com ele não se brinca. Alguns dizem que só ama-se uma vez na vida, que é eterno, que é sólido, que perdoa, que esquece, que tudo suporta, que é o mais nobre dos sentimentos. Não, não... eu não afirmaria nada disso, diria que o amor é apenas um sentimento, não é tão exclusivo nem tão eterno. Ama-se de muitas maneiras e a muitas pessoas... muitas vezes simultaneamente.

Para dizer eu te amo, não é preciso ir ao cartório registrar a intenção. Para dizer eu te amo, basta sentir vontade de dizer.
E se amanhecer cinza sobre o amor que foi declarado durante a madrugada, não quer dizer que não era amor. Quer dizer apenas que os dias de chuva chegam e desabam sobre todos, sobre os que amam e sobre os que não têm coragem para confessar.

Dou meu voto ao amor, seja lá de que espécie for. Não o exijo tão eterno ou tão sólido, mas exijo-o dito, declarado rasgadamente, afirmado, pichado em muros, escrito em blogs, desenhado em cadernos, manuscrito em envelopes azuis, confirmado em bocas e em línguas diversas para que os olhos sejam sempre presentes em brilhos, em fogos, em correntes salgadas sobre a pele. Amor precisa ser dito quando sentido. E é mais sentido quando se diz.

Ana Walker

Recebido de Claudette Grazziotin

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