Morreremos como vivemos. Se tivermos passado a vida evitando falar sobre a nossa própria morte ou a dos outros, talvez não saibamos falar sobre ela agora.
Acredito que a necessidade de compreender a morte é semelhante à de uma criança quando descobre a sexualidade: o que ela necessitar saber, pode estar certo que irá buscar os meios de saber.
É fundamental que a pessoa que estiver falecendo sinta empatia por nossa presença, caso contrário, seremos mais um obstáculo para que ela relaxe e expresse seus sentimentos.
Costumo dizer que a habilidade de acompanhar um paciente terminal está em nossa sensibilidade para perceber o momento certo de entrar e sair de cena. Muitas vezes, as pessoas presentes ao redor do paciente possuem necessidades diferentes das dele. A arte está em reconhecer as diferentes sintonias e buscar harmonizá-las gerando espaço para que cada um possa se expressar, de acordo com seu estilo e tempo.
Bel Cesar
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3/6/2012 11:50:41 AM -
Seria difícil escrever sobre sentimentos inexplicáveis. Mesmo assim não poderia deixar de dar-lhes meu testemunho. Estava só sentado no sofá, com o pensamento muito longe dali. Foi então que olhando para o teto, fui sentindo o mais prazeroso extraordinário inenarrável sentimento que jamais poderia ter imaginado existir. Ao mesmo tempo, de alguma maneira compreendi que aquele seria o sentimento de estar morrendo. Quase fui! Quase deixei ir, mas ao mesmo tempo, o sentimento que ainda havia algo para fazer por aqui. Testemunhar isto, talvez seja uma delas. O outro sentimento indescritível, foi compreender, que estou neste mundo, para servir. E quando eu morrer, talvez seja o primeiro defunto, com o maior sorriso na face.
11/22/2009 11:13:39 AM -
Amigos, é muito difícil lidar com este tema quando o mesmo se refere a nós e nossos entes queridos. Entretanto, se minha experiência pode servir, digo que a consciência de ter realizado os desejos verdadeiros da alma traz calma, compreensão e aceitação verdadeiras. E parece que é a isto que o Sr. João se refere - a alma dele intuiu que precisava ainda realizar seus propósitos e Deus simplesmente lhe concedeu a Vida. Creio que é só isso que nos prende a ela - o desejo de evoluir, de crescer, de reparar falhas, de fazer diferença no círculo em que estamos inseridos. Quando estamos completamente em paz conosco ou com aquele ente para o qual se anuncia a partida, a presença de Deus vem nos amparar, nos fortalecer e então chega o momento da gratidão - pela convivência, pelo amor que doamos e recebemos, pela missão cumprida. A saudade virá, mas jamais o desespero - que tanto tememos. A Fé, e a certeza de um Poder Maior nos amparando, dissolverá toda a tristeza. Que Deus esteja com todos.
11/21/2009 6:13:29 PM -
Muito interessante o seu relato Sr. João. Isso prova que a fé e o merecimento estão sempre juntos. A morte é apenas um detalhe, muito dolorido sim, "perder" pessoas queridas, mas na verdade "não perdemos", uns apenas partem antes, outros permanecem, mas todos iremos, no momento certo, deixar a querida Mãe Terra, para quem sabe retornarmos no devido tempo. É como uma grande mudança de residência, só isso, o amor permanece, o querer bem também, e com certeza voltaremos a reencontrar os nossos amores que já se foram, filhos, pais, avós, irmãos. amigos, etc.... todos filhos de Deus assim como nós..... NAMASTÊ!!!
11/21/2009 4:08:21 PM -
Que lindo depoimento do sr. João Carlos Arruda! Vemos a todo momento que a morte não passa de um ciclo e o renascimento é inevitável. Basta enxergar a Natureza! Namastê!
11/21/2009 3:11:53 PM -
Falar sobre a morte é o mesmo que falar de uma longa viagem sem volta. Primeiro ela não existe; eu já passei varias vezes para o lado espiritual com varias doenças da matéria, voltei porque primeiro pedi -era muito jovem e queria resgatar o que pudesse das minhas faltas passadas-, e fui atendido. Hoje tenho 81 anos, era para ter desencarnado aos 15 anos, tinha câncer no pulmão direito, isso em 1944; naquela época era chamado de tumor maligno e não tinha cura, médicos me deram 3 meses de vida; fui curado através de uma operação espiritual sem intervenção nenhuma de ninguém aqui da Terra. Fui operado espiritualmente pelo espírito do Dr. Bezerra de Meneses, trancado num quarto com luz acesa, apenas senti cheiro de éter no quarto, senti um arranhão no local da infecção e logo após vi sair pelo corte, muito pus e sangue... não senti nada, ai dormi, quando acordei minha mãe e algumas pessoas estavam me limpando, foi colocada uma gaze sobre o corte e 15 dias depois estava de pé graças a Deus. Sarei.
11/21/2009 12:48:01 PM -
Eu acabei de perder uma pessoa muito querida. Por mais espiritualizados que sejamos, a morte ainda nos choca, nos magoa e entristece. Mas eu li em algum artigo e comecei a pensar na renovação. É necessário morrer para renascer. É a ordem natural da vida.
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