ESCOLHAS: VINGAR OU PERDOAR?

ESCOLHAS: VINGAR OU PERDOAR?
Autor Fatima Pessoa - [email protected]
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“A vingança é um prato que se come frio”. A vingança é algo comum em todas as culturas e tempos. Algumas culturas a incentivam, outras não, o que não impede que as pessoas gastem seus pensamentos bolando vinganças e se regozijando quando ela acontece, ainda que de uma forma não proposital. Do outro lado da moeda, está o perdão, que nos promete paz de espírito, uma vez que perdoamos e esquecemos, ao contrário da vingança, onde ficamos remoendo os sentimentos negativos. E aí, o que fazer? “V” de “Vingança” É difícil dizer de onde vem o desejo de vingança. Diferentes estudos apontam para diferentes caminhos. Um famoso estudo conduzido pelo professor Ian McKee, da Universidade de Adelaide, Austrália, publicou em 2008 os resultados de uma pesquisa no assunto. A ideia de McKee era saber o que movia as pessoas a se vingarem ao invés de “deixar pra lá”. Ele descobriu que o desejo de vingança está fortemente associado a outras atitudes sociais, tais como o autoritarismo de direita e a dominância social. Para ele, “as pessoas que são mais vingativas tendem a ser aquelas motivadas por poder, autoridade e pelo desejo de status”. O respeito quase cego em relação às autoridades e às tradições são outros traços de personalidade associados às pessoas que enxergam com bons olhos a possibilidade de vingança. São essas mesmas pessoas, o pesquisador conclui, que tendem a perdoar menos, serem menos benevolentes e são menos focadas em valores que visam a coletividade. Como o próprio estudo do professor aponta, a questão cultural é forte. Se vivemos em uma sociedade que valoriza a dominação e hierarquia social, é possível que a vingança seja bem vista por nós. Ainda nesse mesmo quesito, o renomado psicólogo Steven Pinker não só acredita que a vingança tem um forte traço cultural, como afirma no seu mais novo livro “Os Anjos Bons da Nossa Natureza” que o cristianismo teve um papel importante em relação à vingança. Embora o cristianismo tenha levado a humanidade a inúmeros conflitos, Pinker acredita que o cristianismo foi eficaz ao estigmatizar a vingança. Há várias questões associadas à vingança como “lavar” a honra e fazer justiça, mas será que é assim mesmo que as pessoas se sentem? Doce vingança... será? Em Nova York, o psicólogo social Kevin Carlsmith conduziu uma pesquisa com vários grupos diferentes onde ocorria a mesma situação: os sujeitos eram ludibriados por um membro da equipe de psicólogos para fazer um investimento X em um jogo, mas na hora de fazer o investimento, apenas o membro da equipe não fez e saiu lucrando mais. Alguns dos sujeitos tiveram a oportunidade de se vingar e se vingaram. Este grupo afirmou que se sentia mal por se vingar, mas acreditavam que se sentiriam pior se não tivessem se vingado. Já o outro grupo, os que não tiveram a oportunidade, acreditavam que se sentiriam melhor se tivessem se vingado. No entanto, ao longo do estudo, este segundo grupo foi escolhido como o mais feliz e satisfeito. Carlsmith acredita que o desejo de vingança venha de uma concepção errada de que com a vingança, o sujeito pode esquecer e superar o evento negativo anterior. Na realidade, Carlsmith afirma, o que acontece é que a ferida fica aberta por ainda mais tempo, uma vez que para alimentar o desejo de vingança, você precisa manter a ferida aberta. A pesquisa de Carlsmith aponta para o que outros estudiosos já apontaram: vingança não faz bem. Ela tira o seu foco para coisas mais produtivas, libera uma série fenômenos químicos no nosso corpo que desencadeiam sintomas ruins (dor de cabeça, insônia, dor de estômago etc.) e o pior: tudo isso para você não se sentir melhor depois, quiçá, se sentirá até pior. Perdoar e esquecer? Judith Orloff, psiquiatra da UCLA, Estados Unidos, acredita que para superar verdadeiramente o evento traumático, o melhor é perdoar. Mas ela sabe que o perdão não acontece de uma hora para a outra e que é resultado de muita reflexão. Judith acredita que é importante encarar a pessoa que te magoou e dizer o que você sente. Se permitir sofrer com o evento ao invés de querer “ser forte” e fingir que está tudo bem também são passos importantes. Entender as circunstâncias e as motivações também são importantes, embora isso não quer dizer que você vá concordar com o que a pessoa fez. Para Judith, perdoar não significa esquecer, mas sim, lidar com o evento e supera-lo para que ele não volte a causar tanta dor. “Perdoar pode não fazer a raiva dissolver completamente, mas vai te dar a liberdade de saber que você é muito mais [que o desejo de vingança]”.

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