Reflexões sobre o Sol como regente de 2020

Reflexões sobre o Sol como regente de 2020
Autor Maria Lúcia Pellizzaro Gregori - malu.gregori@hotmail.com
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Ano do sol. Luz solar intensa em todos os setores da nossa vida.

Como pode ser um ano de Luz se estamos num momento tão sombrio?

Quando observamos os minutos que antecedem o amanhecer percebemos que aquele é o momento da maior escuridão. No pico da escuridão os primeiros e tímidos raios de luz anunciam que a claridade está a caminho.

Nada mais significativo do que a luz intensa para que possamos ver aquilo que estava na sombra, escondido, mas com enorme potência e atuação em tudo aquilo que já está na luz.

No momento, o Sol nos mostra aonde está o acúmulo de lixo em todos os cantos que estavam escondidos da nossa percepção mas fazendo seu papel sem que nós percebêssemos.

Quanto mais luz, mais claro fica o que precisa ser limpo e transformado.

A princípio o Sol ilumina tudo que seus raios podem alcançar e nós ficamos estarrecidos com o que não tínhamos visto porque estava guardado no escuro da nossa consciência.

O Sol já iluminou várias epidemias e pandemias mas com o tempo nós nos esquecemos do que vimos se não fomos diretamente atingidos. E quando não entendemos, a oportunidade volta, talvez com mais intensidade para que não fique despercebida mais uma vez.

Então, de certa forma, estamos sendo alertados, visualizando o que nos aflige mas o que não podia mais ficar submerso, coberto pela indiferença de cada um de nós de olhar a realidade nos seus 360º.

Estamos todos atingidos por um holofote gigante que ilumina toda a humanidade, independente do nosso desejo de que tudo passe logo, de que parte do que o Sol esteja iluminando não seja verdade.

Mas é!

Tudo que está fora do lugar na vida de cada um de nós, tudo que foi aprisionado para não ser visto e conseqüentemente não ser tratado como deveria ser, será visto através da claridade que o Sol traz, e talvez por isso estejamos encarcerados dentro de um lugar que precisa ser tratado como um verdadeiro lar.

Hora de repensar o que é um lar.

Quando a luz se acende temos que lidar com o que aparece.

Vamos enxergar em todas as direções. Não poderemos fugir. Agora não é mais hora para negação. É hora do “aceito que preciso mudar”.

A luz do Sol não deixa dúvidas.

Vamos todos perceber de acordo com a abertura e expansão da nossa  consciência e a partir daí encarar as sombras e a luz para que seja feita uma faxina na nossa vida em todos os aspectos, sabendo que pela interligação de tudo, a cada passo solar, estaremos também levando sol a todos os demais seres do mundo.

Teremos que passar pelo medo sem nos paralisarmos, teremos que atravessar essa escuridão contando com nossa capacidade de estarmos no momento presente, sempre no presente, no “só por hoje” com responsabilidade, bom senso, fazendo o que nos é indicado mas presentes porque viver é isso, é fé, porque não sabemos do nosso segundo seguinte e precisamos contar com nossa força interior.

A espiritualidade é importante, é um centramento, uma conexão com algo acima da nossa mente racional, é uma conexão com a Fonte criadora que nos ampara na fé de que podemos fazer o que é necessário que seja feito.

A fraternidade se impõe, nada fica só em nós e cada um de nós pode fazer o que lhe cabe agora. Vamos fazer com amor. O amor nos coloca numa energia superior, elevada, e esse lugar do amor, nos protege até de nós mesmos, de nossas fraquezas, de nossas desistências e nos impulsiona para a luta bendita de cada dia, cada um no lugar que lhe cabe agora, com a fé convicta de que a luz vai nos mostrando a cada minuto o que limpar em nós e nos mostrando aquilo que já conseguimos limpar para que seja colocado a favor do próximo.

Aquelas crianças que ficaram presas na caverna na Tailândia são um exemplo vivo da espiritualidade. O que parecia impossível se traduziu como realidade, todas saíram com vida mas, em meio a esse desafio, um mergulhador se arriscou até o fim, perdendo a própria vida para que aquelas outras vidas, tão importantes quanto a dele, fossem poupadas. Essa morte não pode ser esquecida.

A meditação, o sentir Deus presente fortalecendo naquelas crianças a vontade de superar aquele dificílimo desafio, trouxe, através do amor incondicional fluindo em cada mergulhador, a força de salvação de todos, deixando aí pra nós, um exemplo de solidariedade e fé.

Vamos trabalhar nossa mente para mantermos o equilíbrio e para podermos agir a cada passo, a cada momento, confiando que a grande força Divina nos ampara e nos mostra como ajudar o próximo, em todos os setores que estiverem ao nosso alcance. O amor há de nos proteger em nossos passos para que possamos fazer fraternalmente cada vez mais.

Vamos nos fortalecer olhando pra dentro e ganhando força para cuidar do que está fora de nós mas que também é nosso.



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