Por que eu sempre escolho os homens errados?
Autor Ana Proença
Assunto Almas GêmeasAtualizado em 7/9/2026 11:33:56 AM

Se você chegou até aqui, provavelmente já se fez essa pergunta mais de uma vez. Talvez muitas vezes, em silêncio, olhando para o teto de madrugada, depois de mais um relacionamento que não deu certo, com mais um homem que parecia perfeito no começo e que, com o tempo, foi revelando tudo aquilo que você jurou que não ia mais tolerar.
E a verdade é que você não é a única. Tem uma fileira enorme de mulheres inteligentes, sensíveis, fortes, que já fizeram terapia, já leram livros sobre relacionamentos, já entenderam racionalmente o que não funciona para elas e, ainda assim, continuam atraindo exatamente o mesmo tipo de homem. O emocionalmente indisponível, o que some quando as coisas ficam sérias, o que promete o mundo e não entrega nada, o que te faz sentir que você precisa se encolher para caber na vida dele, entre outros.
E aí vem a culpa. Porque no fundo, no fundo mesmo, você começa a se perguntar se o problema não é você. Se você não está escolhendo errado de propósito, ou se não existe algo em você que está atraindo exatamente aquilo que te machuca.
Mas eu quero te dizer uma coisa, e quero que você leia isso com calma: não é azar, coincidência e não é você ser "masoquista" ou "viciada em sofrimento" como alguém já deve ter dito por aí. O que existe é um padrão, e para ele surgir em uma raiz.
Quando você encontra essa raiz e trabalha ela de verdade, o padrão se desfaz. Não porque você passou a escolher homens diferentes com a força da vontade, mas porque a mulher que atraía aqueles homens já não existe mais.
A origem quase sempre está na primeira relação amorosa da sua vida
Existe uma coisa que a psicologia e a terapia sistêmica explicam há muito tempo, mas que poucas pessoas realmente param para olhar com profundidade: a sua primeira relação amorosa foi com o seu pai. Ou com a figura masculina que ocupou esse lugar na sua infância. E é a partir dessa relação que você construiu, sem perceber, o seu modelo de amor.
Se o seu pai foi presente, afetuoso, confiável, você cresceu com a referência de que o amor é um lugar seguro. Agora, se ele foi ausente, emocionalmente distante, imprevisível, crítico ou até mesmo violento, o seu inconsciente registrou algo muito específico: amor é isso. Amor é correr atrás, é conquistar, é se anular para ser vista. Amor é sofrer um pouco para merecer um pouco de atenção.
E o mais impressionante é que o inconsciente não distingue se aquilo foi bom ou ruim para você. Ele só registra o que é familiar. Então, quando você chega na vida adulta, a sua parte consciente pode até dizer "eu quero um homem parceiro, presente, estável", mas a sua parte inconsciente vai te empurrar exatamente na direção do homem que reproduz a dinâmica que você já conhece, mesmo que essa dinâmica seja dolorosa. Porque para o inconsciente, o que é conhecido é o que é seguro. Mesmo quando dói.
É por isso que tem mulher que diz "eu nunca me envolvo com homem legal, eles não me atraem". E não é frescura. É que o "legal" soa estranho para o sistema dela, porque não corresponde à referência de amor que ela carrega no corpo, na memória celular, na energia.
Existe também uma camada energética que pouca gente fala
Além da camada psicológica, que é fundamental trabalhar, existe uma camada energética que muitas vezes mantém esses padrões vivos, mesmo quando você já entendeu tudo racionalmente.
É possível, por exemplo, que você esteja carregando um vínculo energético com homens que nem fazem mais parte da sua vida. Cada relacionamento que você vive deixa uma marca no seu campo energético, e se esses vínculos não foram dissolvidos de forma consciente, eles continuam ativos, como fios invisíveis puxando a sua energia para aquele padrão antigo. É como se você estivesse tentando caminhar para frente com uma corda amarrada no tornozelo, te puxando sempre de volta para o mesmo lugar.
Existe também a questão das lealdades familiares invisíveis. Muitas mulheres, sem saber, repetem a história amorosa da mãe ou da avó por uma forma inconsciente de pertencimento. Se a sua mãe passou a vida toda sofrendo com os homens, ou se ela nunca teve um amor que a respeitasse, pode existir dentro de você uma lealdade silenciosa que te impede de ter algo diferente. Como se, no fundo, ter um amor feliz fosse uma forma de traição à história dela. Isso não é consciente, não é racional, mas está gravado no campo familiar e precisa ser olhado.
E tem também os padrões que vêm de memórias mais antigas, que a terapia transpessoal e as abordagens energéticas trabalham. Às vezes, o padrão não começou nessa vida. Ele se repete há tanto tempo que já virou uma marca na sua energia, e por mais que você mude de cidade, de círculo social, de fase da vida, ele continua te encontrando, porque está dentro de você, não fora.
O que acontece quando você começa a trabalhar isso de verdade
Quando você traz consciência para tudo isso, as coisas começam a mudar. Mas não de um dia para o outro, e não só com a cabeça. A mudança real acontece quando você trabalha em todas as camadas ao mesmo tempo: a psicológica, a emocional, a energética e a espiritual.
No processo terapêutico, a gente vai olhando juntas qual é a sua referência de amor, de onde ela veio, o que ela te ensinou sobre o que você merece e o que você não merece. A gente vai identificando os padrões que se repetem, os homens que você escolhe, o que eles têm em comum, o que eles despertam em você. E a gente vai trabalhando isso com escuta, com acolhimento, com técnicas que ajudam a reorganizar o seu mundo interno.
Paralelamente, quando faço um trabalho energético com mesa radiônica, é muito comum identificar vínculos com ex-parceiros que ainda estão ativos, lealdades familiares que estão te prendendo a um destino amoroso que não é o seu, e bloqueios nos chakras relacionados ao amor, à sexualidade e ao próprio merecimento.
Quando isso é limpo, cortado, transmutado, a mulher sente uma diferença enorme. Não é que ela passe a escolher os homens com a força da vontade. É que os homens que antes a atraíam simplesmente perdem a graça. Eles deixam de ressoar com ela. E começam a aparecer outros tipos de homem, porque o campo energético dela mudou, e agora ela atrai aquilo que corresponde à nova frequência que ela está vibrando.
É assim que o padrão se rompe. Não na força da disciplina, mas na transformação de quem você é por dentro.
Os sinais de que você está presa num padrão afetivo
Se você ainda está em dúvida se o que você vive é padrão ou só "coincidência", presta atenção nesses sinais. Você se envolve sempre com homens emocionalmente indisponíveis, mesmo quando diz a si mesma que quer algo diferente. Os seus relacionamentos começam sempre com muita intensidade e terminam sempre do mesmo jeito.
Você sente que precisa se esforçar muito para ser amada, como se o amor fosse algo que você conquista no suor. Você se pega justificando comportamentos que sabe que não deveria tolerar. Você tem a sensação de que já viveu essa história várias vezes, só que com homens diferentes. E, talvez o mais importante de todos, você sente que, não importa o quanto mude por fora, por dentro continua atraindo a mesma coisa.
Se você se reconheceu em pelo menos alguns desses pontos, pode ter certeza: existe um padrão ativo. E padrão se dissolve. Não com mágica, não com afirmação positiva no espelho, mas com um trabalho sério, profundo, que vai na raiz.
O que eu quero que você saiba antes de terminar
Você não escolhe os homens errados porque é boba, porque é fraca ou porque gosta de sofrer. Você escolhe porque existe algo dentro de você, muito antigo e muito profundo, que ainda não foi olhado com o cuidado que merece. E enquanto esse algo não for acolhido, compreendido e transformado, ele vai continuar te guiando pelas mesmas estradas.
A boa notícia é que você não precisa viver a vida inteira refém desse padrão. Tem saída. E a saída começa no momento em que você decide parar de se culpar e começa a se perguntar, com curiosidade e compaixão, o que essa repetição está tentando te mostrar.
Se você sentiu que esse texto falou de algo que está vivo em você, eu te convido a dar o próximo passo. No meu atendimento, eu trabalho exatamente com isso: a identificação e a dissolução desses padrões, numa integração entre a terapia, a escuta e o trabalho energético. Porque a mulher que se liberta de um padrão afetivo antigo não muda só a vida amorosa. Ela muda a vida inteira.
Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98266-7271 e vamos conversar sobre o que está se repetindo na sua vida e o que pode ser diferente a partir de agora.
Com carinho,
Ana Proença
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Autor Ana Proença Atuo no desenvolvimento pessoal e profissional de mulheres que se sentem travadas, perdidas ou sem direção. Seu trabalho integra autoconhecimento, clareza emocional e estratégia prática, ajudando a transformar confusão em direção e estagnação em crescimento consciente. Instagram: @ana.proencamentora (11) 98266-7271 E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Almas Gêmeas clicando aqui. |









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