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A cura para todos os males

por Flávio Bastos

Publicado dia 10/2/2008 em Autoconhecimento

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Muitas almas passam pela vida sem aproveitarem a oportunidade de evolução consciencial que lhes é oferecida. Outras, no entanto, aproveitam-na através da edificação de obras que ficarão gravadas para sempre na memória da humanidade.

Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, foi um destes “construtores” que por intermédio da codificação de informações passadas pela espiritualidade superior deixou, através das obras básicas do espiritismo, um marco revolucionário na forma de interpretar os ensinamentos transmitidos por Jesus Cristo.

Apesar da doutrina espírita ter uma orientação contrária à idolatria ou ao culto da personalidade, é difícil para o espírita que passa por Paris deixar de reverenciar o grande codificador que resgatou para o ocidente e para o cristianismo, a verdade das múltiplas vidas do espírito, ou seja, a verdade da reencarnação.

E foi com emoção que entre sepulturas de personagens mundialmente famosos como Choupin, Proust, Simone Signorat, La Fontaine, entre outros, que tive a oportunidade de conhecer no Cimetiere Du Pere Lachaise de Paris, a sepultura de Allan Kardec. Um túmulo simples, pedra sobre pedra, conforme a sua obra construída em vida, combina com pequenos vasos de flores de várias espécies que proporcionam um permanente e colorido toque de vida ao local.

Nesse dia especial, ao resgatar a sua memória, aproveito a oportunidade para render a minha homenagem ao grande codificador com a reprodução do texto “O homem de bem”, capítulo XVII do Evangelho Segundo o Espiritismo, que expressa na sua essência, a filosofia de vida necessária para quem deseja progredir e curar todos os males da alma e do corpo.

“O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros tudo aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria, pois sabe que nada acontece sem a sua permissão e submete-se em todas as coisas à sua vontade. Tem fé no futuro e, por isso, coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações e as aceita, incondicionalmente.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra sua satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças porque vê todos os homens como irmãos. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio, nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado conforme houver perdoado.

É indulgente com as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra dessas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”. Não se compraz em procurar os defeitos dos outros nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições e trabalha em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera. Não se envaidece em nada com a sua sorte nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado. Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito do qual deverá prestar contas e que o emprego mais prejudicial para si mesmo que poderá lhes dar é pô-los a serviço de suas paixões.

Se, nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus.

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os seus direitos que lhe são assegurados pelas leis da natureza como desejaria que os seus fossem respeitados”.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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