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A Essência do Amor por Si Mesmo


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Pessoas incapazes de desenvolver
e vivenciar amor por si mesmo,
possuem menor capacidade
de amar os outros.


Nesse vasto tempo que venho falando, vivenciando, escrevendo e refletindo sobre autoestima e outros temas comportamentais, não raro, encontro pessoas que me questionam quando falo a propósito de “amar a si mesmo”. São indagações sobre o egoísmo, narcisismo e outros elementos assemelhados que, em verdade, fogem à gênese do amor, por adentrarem polaridades negativas ou estereotipadas de sentimentos, que em nada se assemelham a posturas amorosas. Talvez a razão de todas as perguntas esteja no medo que as pessoas têm do amor. Sei que é meio paradoxal, mas, muitos dos que procuram o amor temem encontrá-lo. Às vezes, por não estarem preparados para entrega que ele exige. Daí, a razão de algumas indagações: qual seria o medo de amar a si mesmo? O que isso esconde? Será que quem ama a si mesmo deixa de amar aos outros?

A princípio, creio eu, toda dificuldade de compreensão do autoamor ancora-se no escasso saber que temos sobre o amor, propriamente dito, e na noção, desvirtuada ou reducionista, do que vem a ser a sua prática. Isso, somado ao precário modo afetivo ao qual a maioria dos indivíduos está submetida (ver capítulo sobre a afetividade e autoestima).
O “sistema educativo”, baseado no que chamo de “pedagogia do medo”, há muito utilizado por pais, escolas e religiões, foi e, ainda é, elemento impeditivo na formação da “consciência afetiva” e do quanto ela é importante. E mais, as deformidades desse sistema, pobre em valores, princípios edificantes e libertadores, é o que nos impele, cada vez mais, à desvalorização e banalização de sentimentos e emoções que, a priori, deveriam ser naturais. Desse modo, declarar amor por si mesmo nos dias de hoje, para muitos, até parece uma heresia, uma afronta ao desamor vigente. É como se alguém dissesse:

- Você está louco? Tanta gente precisando de amor e você vem falar de amar a si mesmo! Não vê que pode ser perigoso contrariar a ordem das coisas?

Se amar se aprende amando, é bom saber que você é o centro desse aprendizado. Vale ainda ser considerado, para efeito desta reflexão, que, muitas vezes, por não possuirmos a concepção mais elevada do amor, temos dificuldade em saber quando, verdadeiramente, amamos ou somos amados. Razão pela qual temos confundido amor com posse, exclusividade, sofrimento, submissão, com “agradar sempre”, com a anulação de si mesmo etc.. Porém, sem me ater a discussões filosóficas que tentam explicar o amor, ora como sendo uma virtude, ora como um sentimento, ou, ainda, estabelecendo outros diferentes parâmetros para abordá-lo, digo que o amor é fazer o bem. A consciência do bem leva ao amor e, onde não existe o bem, não há amor. Diferentemente, do que dizia Nietzsche : “o que se faz por amor está acima do bem e do mal”, repito que o amor é o bem, logo, amar a si mesmo é o bem que se faz a si próprio.
Sob a ótica da autoestima, amar a si mesmo significa ter clareza para optar pelo melhor para si próprio. É, como se refere Divaldo Pereira Franco: “uma proposta consciente de evolução existencial”.

Eleger conscientemente o melhor para si mesmo não significa ter tudo para si, o que seria egoísmo. O autoamor é qualitativo, não se trata de posse, de bens materiais, pelo contrário, trata-se de qualidade afetiva, de aprimoramento existencial, de almejar o mais perfeito para si: melhor saúde, melhor equilíbrio, melhores amizades, melhores relacionamentos, melhores escolhas.
Toda pessoa com dificuldade de amar a si mesmo tem dificuldade de amar a outrem. E isso obedece a uma lógica: “se você não tem motivação suficiente para fazer o melhor por si mesmo, como conseguirá fazê-lo pelos outros?” O amar a si mesmo se reflete no modo como você ama aos outros. Quem não se ama, não ama a ninguém! Pode até cometer o autoengano de pensar que ama, de falar que ama, mas, sempre estará mascarando o verdadeiro amor. Você somente dá o melhor ao outro, quando cultiva o melhor dentro si. Ame-se para aprender amar aos outros.

Este texto faz parte do meu livro Autoestima - Afetividade e Transformação Existencial - a ser lançado ainda em este ano.

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Willes S. Geaquinto   
Willes S. Geaquinto - Psicanalista,Psicoterapeuta, Consultor Motivacional. Trabalha com a Terapia do Renascimento promovendo o resgate da autoestima, o equilíbrio emocional e solução de transtornos, fobias,etc... Palestras e Cursos Motivacionais(relação de palestras no site). Contato: (35) 99917-6943 site: www.viverconsciente.com.b
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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