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APRENDENDO A PERDOAR



O que entendemos por perdão tanto pode nos fazer bem como mal. Isto porque podemos confundir o perdão com a apatia ou conivência com os erros alheios, aceitando de forma passiva tudo o que os outros nos fazem; por que podemos acreditar que estamos perdoando quando aceitamos manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada estivesse acontecendo ou nos afetando. Perdoar, então, não é aceitar comportamentos que nos causam sofrimento, não é fingir que tudo está bem quando não está; não é ser cúmplice de condutas inadequadas de parentes e amigos, inclusive. Não podemos confundir o ato de perdoar com a negação dos nossos próprios valores, sentimentos e emoções, não é usar o suposto perdão como forma de fugir ou mascarar a realidade.

Perdoar não é banalizar pedidos de desculpa, tornando essa atitude uma via para a reincidência em posturas danosas tanto a nós mesmos, como a quem as vive repetindo de forma viciada. Há que existir um conteúdo racional, consciente, de que perdoar é na verdade uma forma de reconciliação emocional e espiritual com aquele que nos ofendeu. Em sendo assim, perdoar é um imperativo que beneficia sempre em grau maior àquele que perdoa, pois, proporciona alívio imediato de todas as conseqüências negativas da raiva e do ódio que atingem a alma, e que quase sempre se transformam em sentimento de culpa.

Um requisito para alcançarmos o verdadeiro ato de perdoar é o de usarmos a mente adequadamente para nos distanciarmos psiquicamente da pessoa, ou pessoas, que queremos perdoar e dos diálogos mentais que constantemente tomam conta de nossos pensamentos, tipo: “eu devia ter agido assim, eu devia ter falado isso ou aquilo”, etc. Isto porque, quando tiramos de nossa mente as lembranças de acontecimentos infelizes, eliminamos toda confusão mental e o mal estar instalado por elas, obtendo desta forma uma compreensão mais profunda dos outros e de suas atitudes. Logo, é essa clareza mental que nos impulsiona a perdoar, desvinculando-nos das emoções alheias e nos libertando de relações doentias e de suas funestas influências.

Perdoar, então, é um ato de amor e de humildade que nos liberta para criarmos uma nova realidade que pacifica o nosso espírito e gera equilíbrio e bem-estar.

Boa reflexão para você.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 12/6/2007

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Autor: Willes S. Geaquinto   
Willes S. Geaquinto - Psicoterapeuta, Consultor Motivacional. Com método próprio trabalha com a Terapia do Renascimento promovendo o resgate da autoestima, o equilíbrio emocional e solução de transtornos e fobias. Palestras e Cursos Motivacionais(relação de palestras no site). Contato: (35) 99917-6943 site: www.viverconsciente.com.br
E-mail: willesterapeuta@bol.com.br | Mais artigos.

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