Umbanda, uma cultura




Autor Bernardino Nilton Nascimento
Assunto Almas GêmeasAtualizado em 7/22/2025 11:19:37 AM
Passei alguns dias frequentando várias religiões. Não estou aqui para julgar nenhuma, e como não tenho religião, mas sou religioso, acredito que isso me dá o direito de frequentar qualquer uma sem constrangimento.
No passado, frequentei algumas, mesmo com muita dedicação. Estudei muito, li muito e apoio as palavras do Dalai Lama quando diz que uma boa religião é aquela que transforma o interior das pessoas. E acrescento: para melhor, com liberdade.
Mas não podemos confundir religião com cultura. Cada um sabe quem são os fundadores de sua religião, mas não quem fundou determinada cultura. Acreditamos em suas origens, mas não conhecemos seus criadores.
O que estão fazendo com a Umbanda é interferir em sua cultura, difamando-a e usando, dentro da religião, termos como "expulsar o mal", "limpeza espiritual" e outros que são usados há milhares de anos. A Umbanda tem origem africana e chegou ao Brasil com os escravos. Mas não conhecemos seu fundador, pois a Umbanda, a Quiromancia, o Candomblé, os cantos ancestrais, as rezas, o Espiritismo indígena, os Hindus, os Ciganos e outros, que se espalharam pelo mundo com seus rituais e cantos, não tiveram fundadores. A cultura em geral tem uma origem, uma nação, uma região, mas não tem dono. Tem sua origem numa região, num povo que buscou e busca uma proteção. No Brasil, temos várias culturas, como em outros países. Elas também têm as seus dogmas, seu rituais pelo desejo de fazer o bem.
Mas a cultura viaja pela admiração. A religião viaja para se expandir na luta por espaço, na conquista de povos cada vez mais necessitados. Não há muito o que estudar, e a maioria se baseia em um livro central que descreve sua história e suas regras. A cultura da umbanda deve ser estudada e praticada para ser plenamente compreendida.
A cultura da Umbanda, como todas as culturas, deve ser respeitada por suas origens populares. No Brasil, existe a cultura de um santo, que não é santo segundo a religião católica, mas se tornou santo através da cultura popular. A devoção ao Padre Cícero, que criou tantas lendas, uma história que se tornou cultura e não tem dono. Não sabemos o nome do primeiro admirador do santo padre.
Existem algumas religiões que estão trazendo as culturas do Candomblé e da Umbanda para dentro da igreja. É uma pena que, depois de tanta condenação, agora pratiquem as mesmas coisas que criticavam há pouco tempo. Hoje, promovem o mal, mas usam os meios dessas culturas para expulsá-lo. É difícil entender o ponto de vista deles, mas é triste ver uma cultura fora de sua esfera de influência. É como jogar damas com peças de xadrez. Não pode ser praticada em sua forma original, fora de seu terreiro.
Em minhas viagens e estudos, presenciei um pastor dentro de um centro de Umbanda pedindo mais frequentadores em sua igreja, chegando a se submeter a trabalhos braçais para realizar seu desejo. Agora vejo pastores falando em miséria.
Eles estão brincando com as culturas e a religiosidade alheia. Assim como as indústrias poluem o ar, o que é prejudicial à matéria, essas brincadeiras com culturas poluem o ar, o que é prejudicial ao espírito. De quem devemos cuidar primeiro? Não existe um congresso para salvar as culturas. Mas elas se espalharam e sobrevivem. Devemos cuidar delas, mesmo que não façamos parte desta ou daquela cultura. Faz parte de uma de nossas missões salvá-las, pois salvando culturas, estamos salvando nossos ancestrais.
Deixem as culturas em paz, participem, sem as maltratarem. Elas não trazem a guerra que as religiões provocam entre os povos.
Texto revisado
Autor Bernardino Nilton Nascimento "Não seja um investigador de defeitos, seja um descobridor de virtudes"./ "Quando a ansiedade assume a frente, as soluções vão para o final da fila"./ "Quando os ventos do Universo resolve soprar a favor, até os erros dão certo". BNN E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Almas Gêmeas clicando aqui. |





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