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Memórias de um ser em evolução - I

por Teresa Cristina Pascotto
Memórias de um ser em evolução - I

Publicado dia 9/5/2012 em Corpo e Mente

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Certo dia, há uns 8 anos, Ana (nome fictício) chegou ao meu consultório, queixando-se das condições de seu casamento. Disse-me que seu marido – Cláudio – era um excelente e carinhoso marido, bom pai (tinham dois filhos, um casal), e que, em se tratando das questões de companheirismo, nada tinha a se queixar. Porém, ela já não sentia amor nem atração sexual por ele e isso fazia com que ela desejasse se separar. Havia dois anos que ela estava nesse impasse e já havia tentado, por inúmeras vezes, falar com ele a respeito da separação, mas ele não queria e dificultava as coisas para impedir que se separassem.

Durante suas consultas captei que desde que ela havia começado a se distanciar dele, por um sentimento de repulsa, evitando-o sexualmente, algo havia despertado nele, que até então não tinha se manifestado enquanto a relação acontecia normalmente. Foi nesse ponto que um instinto oculto no inconsciente de Cláudio começou a aflorar: seu instinto de “estuprador”.
Para esclarecer, nesta vida ele não teve nenhuma atitude ou desejo que se assemelhasse a estupro, muito ao contrário, era um homem “normal” e gentil, mas esse impulso estava em seu inconsciente como uma questão negativa de outra vida que ele trouxe para esta vida para poder curá-la. Como todas as questões negativas que carregamos de outras vidas, em algum momento de nossa vida o impulso negativo irá aflorar, a vida sempre trará as provocações necessárias para que o impulso seja ativado. Não para nos perdermos e destruirmos através do impulso negativo, mas para que, com mais consciência e discernimento, os impulsos se manifestem num momento em que já temos autocontrole – saudável – suficiente para que não exageremos nas manifestações dos mesmos e já tenhamos capacidade de corrigir, interditar e educar essa força destrutiva.

Nas consultas de Ana, fui captando toda a realidade oculta da dinâmica entre os dois. Ressalto que, assim como Cláudio, Ana também tinha uma tendência oculta a ser “atacada e/ou estuprada”, como uma questão de vida que veio trabalhar (que não precisava acontecer de forma ‘real’, mas sim na energia) e, naturalmente, ela atraiu um homem que tinha, em potencial oculto, essa condição necessária para seu crescimento.

Quando Ana passou a rejeitar Cláudio e a insistir na separação, ele passou a ter um motivo para sentir raiva dela e justificar seu desejo de lhe fazer algum “mal”, e foi ativado nele o impulso de “estuprador” que carregava dentro de si e nunca tinha se manifestado antes. Esse impulso nada mais era do que a necessidade de dominar uma mulher e isso era fruto de uma extrema insegurança que sentia diante dela. Com isso, cada vez que ela se esquivava dele, ele sentia a força da raiva e o impulso negativo de se vingar dela (tudo inconscientemente). Naturalmente, o “estuprador” oculto dentro dele começou a partir para o “ataque”. Mas este ataque não acontecia de forma explícita e nem de forma violenta, tudo acontecia de forma muitíssimo dissimulada e isso deixava Ana muito confusa. Quando Ana o rejeitava, ele se tornava gentil e sedutor e lhe falava coisas “sexualmente picantes”, como a provocá-la e isso deixava Ana muito assustada. Quanto mais ele a assediava, mais assustada ela ficava. Isto ocorreu justamente porque foi ativado em Ana o impulso e o pânico de ser “estuprada”.

Na energia, na dinâmica muito oculta e poderosamente destrutiva que ocorre em uma realidade paralela e nas mensagens inconscientes que eles trocavam, a leitura que eu fazia era a de que, de verdade, Ana estava sendo perseguida e assediada por um “psicotapa e estuprador”, que não estava disposto a “atacá-la” de pronto, mas sim, de saborear o pânico em sua vitima. O que o instigava e o excitava, era o olhar e a energia de pânico que Ana manifestava. A brincadeira era justamente essa, ele a assediava, ligava para ela durante o dia para provocá-la, dizendo a ela que se preparasse, porque à noite ele iria fazer... Mas nunca era de forma explicitamente ameaçadora, tudo para Ana parecia ser uma atitude natural de um marido querendo seduzir e reconquistar a esposa, quando, na verdade, dentro do que eu “via na mente dele”, era que ele estava mantendo sua vítima cada vez mais apavorada, para que ele ficasse cada vez mais excitado.

Quando relatei essas intenções ocultas de ambos à Ana, ela começou a tomar consciência e a perceber essa “realidade paralela” em todas as entrelinhas e em todas as interações entre ambos. Isso foi fazendo com que Ana recuperasse um pouco de seu poder pessoal, fazendo com que conseguisse acolher, interditar e educar a “parte” dela (como uma fração de sua personalidade) que esperava e desejava, inconscientemente, ser atacada por um “psicopata estuprador”. Isso ajudou para que ela não ficasse tão vulnerável.

Expliquei a ela que o lado estuprador de Cláudio queria intensificar e prolongar o jogo sempre que ela manifestava o olhar e a energia de pânico diante do “estupro iminente” e que era isso o que mais o excitava. Ela conseguiu compreender as necessidades ocultas nas atitudes de Cláudio e entender que isso não era real, compreendendo também, que isso ativava nela o medo oculto. Compreendendo a dinâmica oculta que ocorria entre eles, seu medo diminuiu em intensidade e ela começou a ficar mais firme diante das investidas dele. Mesmo que ele a provocasse, ela já não sentia tanto medo e mesmo que ela não conseguisse evitar o ato sexual, com a consciência tomada, ela ia para o sexo de forma fria, distante, sem o olhar de pânico que tanto o excitava. Ao fazer dessa forma, naturalmente Cláudio foi perdendo a força sobre ela, e já não se sentia tão poderoso e nem excitado, pois ela não vibrava a energia de medo, mas sim de indiferença diante de um fato que ainda não conseguia evitar, e enfrentava o sexo sem vontade, mas com firmeza. Sem a energia de medo, o lado estuprador de Cláudio começou a ficar confuso. Ainda tentou, de várias maneiras, assediá-la e assustá-la com suas investidas, mas ela já era “outra”, aquela Ana frágil e medrosa estava ali, dentro dela, mas protegida pelo lado consciente de Ana, fazendo com que Cláudio não encontrasse a donzela desprotegida, mas sim uma mulher mais firme e mais segura. Mulheres seguras não atraem “estupradores” – nem os reais, nem os “energéticos e inconscientes”.

Em pouco tempo, tudo começou a mudar na relação dos dois, ele não tentava mais ter relações sexuais com ela. Com isso, Ana resgatou seu poder pessoal e foi firme ao conversar com ele, na intenção de partirem para a separação. A interdição de Ana ao jogo, não só trouxe o início da cura para ela, quanto também para ele. Cláudio passou a respeitar Ana, coisa que, na interação oculta não ocorria, e esse respeito à Ana começou a transformar Cláudio interiormente, mas sem que ele tivesse consciência do que estava lhe ocorrendo. Nesse processo, finalmente Cláudio aceitou a separação. Realmente ele estava mudado, ele não queria se separar, mas se tornou muito mais consciente das necessidades da separação e sabia, em seu íntimo, que seria melhor para todos.

Parte II

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Sobre o Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real.
E-mail: [email protected]
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