Casas assombradas e seus moradores.
Autor Rosana Ferraz Chaves
Assunto EspiritualidadeAtualizado em 2/27/2026 1:24:02 PM
Sempre que me sobra um tempinho, gosto de viajar para o interior de São Paulo e cidades do sul de Minas Gerais, que são as minhas favoritas.
Estamos acostumados a assistir os filmes norte-americanos, com suas casas bem assombradas, mas será que existe isso por aqui? Existe sim!
Como sei que vocês adoram essas histórias, vou contar algumas, que presenciei. Não vou citar o nome das cidades ou dos locais, para não prejudicar o turismo e também porque se vocês não tiverem clarividência e clariaudiência, não poderão vivenciar nada do que estou relatando.
Mas se você quer mesmo de ter essas experiências, coisa que não indico, porque são energias pesadas, basta se conectar com a energia dos locais.
A primeira experiência se passou numa cidade no interior de São Paulo, muito conhecida pelo artesanato, isso lá pelos anos noventa.
Eu resolvi ir sozinha nessa cidade, justamente para ter a experiência de conseguir me conectar, sem ninguém para me aporrinhar as ideias.
Sempre que quero sentir um local, preciso estar sozinha, no silêncio, porque é muito mais fácil manter contato com o outro lado.
Tinha pouca gente nessa cidade para um dia de sábado de manhã, naquela época e a primeira coisa que senti, foi que havia espíritos do tempo da escravidão, que ficavam em grupos, andando pela cidade ou parados, sentados na rua, observando tudo.
Quando digo que senti, quero dizer que os vi pela "clarividência interna", onde as imagens aparecem do lado de dentro da cabeça, não do lado de fora.
Ficavam em grupos e não estavam bem humorados, mas também não estavam influenciando ninguém.
Visitei o museu da cidade e lá também havia uma energia muito densa, de tristeza, medo e raiva, mas não vi nenhum espírito lá dentro.
Na época não entendi nada, porque pesquisei sobre o local e não constava nada sobre escravidão, mas hoje, em 2026, acabei de pesquisar e sim, houve a presença de mão de obra escrava nessa cidade.
Também na época dessa primeira viagem, havia muita violência acontecendo nessa cidade, que aliás, eu gosto muito de ir para lá e recentemente, descobriram vários cemitérios clandestinos, usados pela facção.
Da mesma forma que existem espíritos pacíficos, também existem os revoltados e os maus e são esses que costumam influenciar a violência nas pessoas.
A escravidão acabou faz muito tempo, mas mesmo assim, em algumas cidades brasileiras ainda podemos encontrar espíritos dessa época, que resolveram continuar por aqui, por vários motivos.
Voltei várias vezes para essa cidade e todos esses espíritos já foram recolhidos, mas existem outros, da época atual, muito revoltados.
Há alguns anos, visitei uma casa muito antiga, numa cidade praiana do litoral de são Paulo, onde havia ocorrido um massacre.
A região era habitada por índios e os soldados construíram um pequeno forte para se manter na região e se defender deles, que acabaram invadindo a casa e dizimando com todos os moradores.
O local atualmente é um pequeno museu, com objetos da época e sem nenhum vestígio do ocorrido. Não havia nenhum espírito indígena ou de gente branca, pelo menos no horário vespertino.
Então não pense que em locais onde ocorreram coisas muito negativas, sempre haverá manifestações, porque as vezes os espíritos só aparecem à noite ou já foram recolhidos.
O centro velho de São Paulo, próximo Páteo do Colégio é repleto de espíritos errantes, de escravos e índios, de moleques que perderam suas vidas pelas drogas, de travestis e damas da noite, que foram abatidos e que ainda estão por lá, mas que só aparecem à noite.
Citei esse local, porque à noite, praticamente ninguém fica por lá, com medo dos vivos.
Eu não fui lá à noite, mas pude vasculhar o local à distância, além de que, meus primeiros empregos foram no centro velho de SP, então conheço bem o que acontece no lado espiritual desse lugar, um dos piores que já tive contato.
E aquele parque, construído no presídio que foi demolido, tem uma energia bem desagradável, nada atraente para um sensitivo. A noite "o bicho pega", por ali. Também dei aula ali perto e passava em frente de manhã cedo, mas nunca tive vontade de entrar para conhecer.
Uma vez fui dar um curso no afamado edifício Joelma, aquele do terrível incêndio (que agora mudou de nome), também no centro de São Paulo e senti uma presença feminina, que andava por lá, passando rapidamente pelos corredores.
O curso foi praticamente o dia todo, então tive tempo de perguntar para os funcionários que trabalhavam ali, se eles já tinham visto alguma coisa estranha e todos disseram que já tinham ouvido falar, mas que nunca tinham presenciado nada.
Sorte deles, porque esse espírito se apresentava como uma massa toda escura, em formato de corpo humano e tinha cheiro de fumaça. A arquitetura desse prédio é bastante convidativa para agregar moradores espirituais...
Apesar da aparência, não era um ser negativo. Por baixo daquela figura, existia o espírito de uma mulher jovem, branca, solitária, sofredora, que por algum motivo, ainda não havia saído de lá, porque não queria. Hoje não sei se ela ainda está por lá.
Numa outra viagem, eu e minha mãe ficamos hospedadas num hotel fazenda, no interior de São Paulo, em que havia uma senzala, um antigo engenho e um alambique para destilação de cachaça.
Essa antiga fazenda foi desmembrada e vendida, sendo que a parte onde ficava a casa grande, a senzala e o alambique, viraram a moradia dos proprietários atuais, descendentes dos antigos.
O hotel era uma construção bem nova e moderna, sem nenhuma ligação com o passado.
Uma das filhas do proprietário, que também não estava mais entre nós, resolveu adaptar a senzala e morar nela. Sim, acredite!
Logo de cara eu perguntei para o rapaz que apresentava o lugar para os turistas, se havia espíritos assombrando essa casa e claro, ele disse que sim, que muita gente relatava que ouvia e via "coisas" por ali, mas ele mesmo, nunca tinha visto nada. Sempre assim...
Os apartamentos ficavam do outro lado oposto das residências dos moradores, então esquecemos o assunto.
Os quartos ficavam no primeiro andar, acima do térreo e como minha mãe gosta muito de assistir à missa de uma determinada igreja, que é transmitida pelo Youtube, a noite liguei o celular para assistirmos e depois fomos dormir.
Deixamos a porta que dava para a varanda entreaberta, para ter um pouco de luz e circulação de ar no quarto e por volta do início da madrugada, acordei com um barulho forte na janela, que na hora, não entendi o que era, mas quando amanheceu, fui ver o que tinha acontecido.
Assim do nada, "alguém" atirou uma pedra do tipo "matacão" em direção a nossa janela, que ao invés de pegar no vidro, foi contida pela porta de madeira.
Ou seja, alguém arremessou e alguém defendeu. Se a pedra tivesse entrado no quarto, minha mãe teria se ferido, porque foi arremessada na direção da cama dela.
Provavelmente "alguém" ou alguns, que não gostaram nada, de termos assistido a missa.
A pedra era pesada, grande e não tinha como um ser humano jogar lá de fora para dentro do quarto. Nós não mexemos na pedra e nem avisamos os funcionários. Deixamos a pedra lá, durante o resto da nossa permanência, que foi de três dias.
Nenhum fenômeno voltou a acontecer, mas com certeza, irritamos alguém, que não gostava da missa.
Já tive várias experiências em antigas senzalas e alambiques e os alambiques são sempre mais assombrados, por causa da "Marvada"!
Espíritos que gostavam de beber cachaça antes do corpo morrer, continuam gostando. Quando você entra num alambique, que costuma ser escuro, eles sempre estão lá, induzindo o povo a experimentar as bebidas e levar para casa.
Quando você compra bastante cachaça, leva alguns desses espíritos para sua casa, de brinde!
Mas a maioria prefere ficar por lá mesmo, bebendo o final de semana inteiro, pela boca dos turistas.
Engraçado que eles preferem cachaça do que vinho. Interessante, não é?
Outra vez, numa cidade do sul de Minas, visitamos um pequeno museu, que tinha peças dos antigos moradores e saiba, todo museu é assombrado! Não tem como não ser!
Eu sempre finjo que não estou vendo e nem ouvindo nada, porque se os espíritos perceberem, querem esticar o papo durante toda a viagem!
E nesse lugar tinha a cadeira de um antigo dentista, moveis e objetos antigos.
Pois o dentista estava lá, do lado da cadeira, vestindo um jaleco, conversando com outros dois "moradores" do museu, fazendo comentários sobre os turistas, acredita?
O trio parecia aqueles vizinhos curiosos, em saber o que está acontecendo na rua, mas também eram inofensivos.
O dentista parecia aflito, com medo de que alguém resolvesse sentar na cadeira velha dele, mas só se fosse alguma criança, porque adulto nenhum gostaria de se sentar ali, naquele "trem"!
E no andar de cima, mais espíritos conversando entre eles, mas dessa vez não falavam sobre os turistas e pareciam um pouco deprimidos.
Também visitei uma igreja no interior de SP, onde havia um corredor, que dava para um pátio interno onde existe (ou existia) um ossário de padres alemães.
Do corredor até o ossário, alguns espíritos de padres (brasileiros), estavam lá, observando os visitantes, para ver se estavam respeitando o local. Faziam comentários sobre as roupas desrespeitosas das mulheres, segundo a opinião deles.
Se você conhece esse lugar que acabei de citar, saiba que essa cidade é repleta de espíritos perdidos, dentro e fora das igrejas, de dia e de noite, e que a energia é bastante complicada na cidade inteira, ainda mais que vive repleta de turistas religiosos.
Teve uma vez que visitei um mosteiro budista, também no interior de SP, onde os turistas podiam visitar o lugar onde faziam seu culto.
Havia muita gente, e vi que um dos guardiões desse mosteiro, estava impaciente e com raiva.
Como eu sempre mostro respeito nesses lugares, pude conversar brevemente com ele, para saber o motivo de sua ira.
Era um espírito guardião que tomava conta do templo, com a aparência de um oriental enorme, forte, que ficava na porta para evitar a entrada de espíritos perturbadores, ou seja, era um tipo de "exu budista".
Ele me disse que sabia que o templo deixava os turistas entrarem ali para arrecadar algum dinheiro, mas que detestava o tipo de pensamento preconceituoso que as pessoas emitiam, com desrespeito às deidades locais, com muito barulho e gente com celular.
E ele tinha razão. Visitei outros templos budistas e posso garantir para vocês, que todos os guardiães de templos odeiam a visita de turistas.
E quando tem festas abertas para o público, até as deidades ficam chateadas com a multidão.
As deidades budistas detestam as festas com aglomerações, principalmente dos não budistas, porque ficam só tirando fotos, sujando tudo, rindo do que não entendem, sem nenhuma conexão com a energia do local.
Se você achou esse assunto interessante, siga meu canal no Youtube e aprenda mais: https://youtu.be/yo_Og4HUpqI
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Autor Rosana Ferraz Chaves Oraculista, sensitiva e escritora. Se dedica aos estudos de anjos, baralhos e tarots antigos, ministra cursos de oráculos, neurolinguística. Desenha mandalas e cria perfumes mágicos em seu atelier. Autora do livro Magid - O encontro com um anjo. E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Espiritualidade clicando aqui. |
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