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Espelho, Espelho Meu! - ou Aprendendo a Reconhecer-se a Partir do Self

por Isabela Bisconcini
Espelho, Espelho Meu! - ou Aprendendo a Reconhecer-se a Partir do Self

Publicado dia 28/8/2009 em Espiritualidade

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É incrível a atração que os oráculos exercem sobre as pessoas: do I Ching ao Tarô, passando pelo baralho cigano, runas, etc. Podemos nos aproximar dos oráculos como diagnósticos - vendo a configuração de uma situação e de nossa própria mente nela - e não como instrumentos que prometam algo.

O que me intriga no tema oráculos é justamente o porquê das pessoas se interessarem tanto, ou temerem tanto, o que possa ser-lhes dito. Estamos mexendo diretamente com medo e desejo, os dois pilares que assentam a nossa visão dual da realidade. O que conta aqui é o olho que nos vê e o que ele vê... Pois é o que o olho vê que decreta o andamento da questão; por isso o olhar do oráculo é um olhar de poder.

Mas se nos focarmos na intenção dessa busca, veremos que quando se busca um oráculo o desejo é que sejam ditas "coisas boas" e/ou se quer um rumo, uma direção e orientação; ver uma saída para uma situação difícil. Se a pessoa for madura, buscará um oráculo para se orientar dentro de um ciclo maior, buscando compreender melhor e situar-se dentro da jornada arquetípica da alma, que é vivida através da situação em questão.

Mas o que queremos no fundo, quando esperamos ouvir "coisas boas" a nosso respeito?

Queremos que nos endossem a ser o nosso melhor, a ser quem somos em essência, queremos que alguém confirme o sussurro que ouvimos no fundo do nosso coração. Queremos que nos encorajem ao nosso melhor, queremos que nos soltem as amarras e que nos confirmem possibilidades internas, espaços de abertura de caminhos.

No fundo deste desejo, reside uma busca legítima por mais espaço e por sermos vistos no nosso potencial mais pleno e criativo, através de um espelho que nos reflita mais livres e melhores do que nos vemos com nossos olhos limitados
.  

É verdade também que no caminho do autoconhecimento "pegar o bonde andando e querer sentar na janelinha" (quando se quer desfrutar dos méritos sem ter feito o esforço necessário) não dá certo...

Os oráculos são os primeiros a dar "pataquadas" diante do desejo egóico de autocongratulação, ou de desfrute sem esforço. O I Ching que o Diga! Há que se dedicar para se chegar lá, pois ver-se através dos olhos do oráculo implica na coragem de ver-se com Verdade, desnudar-se, enxergando, tanto o que no fundo há ali de "mato a ser tirado ",  de trabalho interno a fazer, quanto o enorme espaço que há para criar!

Mas agora não estou falando do desejo egóico, não!

Falo de sentir-se enxergado de fato numa versão melhor de si mesmo, através de alguém que enxergue, dentre as várias imagens possíveis, aquela que contém o Desejo mais profundo que pede por realização e as várias possibilidades através das quais podemos exercitar este Ser que descobrimos que somos.

O que se quer no fundo quando se busca um oráculo, é a possibilidade de ser visto do ponto de vista do Self; é reconhecer o Self e enxergar as próprias questões de um local mais amplo e alto e não afundado pelo peso emocional da dor. Dali, mesmo os obstáculos ganham uma perspectiva diferente. Como quando vemos de avião a paisagem e os desenhos que se fazem na terra.

Então, que possamos enxergar-nos a partir do Self, dessa dimensão em nós que tem tanto entendimento do que nos acontece, quanto almeja criar e manifestar algo de belo, de luminoso e leve a despeito dos desafios do caminho. Porque nossa melhor imagem, quem somos a partir do nosso Self, já veio gravada em nós. Podemos ter acesso a isso.

Num exercício de imaginação, veja que você segura um pequeno espelho e que com ele você pode ver tudo o que desejar. Refletido nele pode aparecer qualquer coisa desde que devidamente apontada, mirada. Respire fundo algumas vezes, numa respiração abdominal. Agora, imagine que vê seu rosto refletido neste espelho (se quiser você pode pegar de fato um espelho) e diga com o fundo da sua alma: "o que vejo refletido no espelho, quem é essa pessoa e como ela se sente?" (observe bem os seus olhos). Aceite absolutamente tudo que vir em você e enquanto vai percebendo, respire fundo e vá inspirando tudo o que está vendo, trazendo para o seu coração, e, expirando, envie amor e aceitação por você, exatamente como é.

Fazer isso é muito bom, porque estamos muito habituados a nos criticarmos. Você pode fazer este passo várias vezes, até ficar em paz com o que vê. 

Depois, num outro momento você pode retomar,  imaginando que aponta o espelho para o seu coração: "Peço que, por favor, eu possa ver refletida a melhor sensação de mim mesmo; o meu melhor". Como é ele? Perceba que você terá uma sensação de um ser que se forma, ou uma lembrança, ou uma imagem aparentemente sem nexo, mas será algo sutil e leve, que tem uma marca inconfundível de alegria. Diria que é uma identidade tênue, translúcida. Ela terá um aspecto particular em roupas, apresentação, e tudo como aparece tem uma razão de ser. Este ser não tem o peso das experiências do passado. Não envolve suas dores nem desgostos. Este "personagem", vamos dizer assim, é o seu melhor, o seu eu mais bem acabado. Aquela parte em você que deseja criar e manifestar-se no mundo a partir da benção (Self) e não da dor (dos complexos). 

É esta sensação, ou visão de si mesmo que você deve encorajar a crescer. É nessa visão que deve reconhecer-se e a partir desta imagem que deve considerar-se. Lembrando-se de quem é a cada momento do seu dia, criando a partir desta imagem e desta sensação de si. E quando você se leva ao banco, ao banheiro, ou ao trabalho, é este ser delicado e leve que está se movimentando. Isso deve ficar tão nítido a ponto de você conseguir saber "eu sou esta", "eu sou aquela que..." numa frase. E emanar-se a partir deste local interno. Esta deve ser a sua estrela guia, tão fixa no céu do seu coração como a estrela polar no hemisfério norte. E mesmo que nuble, que por tempos você não a ache, sabe que ela está lá.

Depois que você conheceu esta sensação de si, que a sentiu, e todos nós já sentimos isso alguma vez, é preciso grudar nela, pisar firme neste local interno e um novo chão irá se criando a partir desta visão. É preciso que possamos sentir que pisamos no chão, e andamos no mundo a partir dessa nossa imagem.

Podemos magnetizar situações em nossas vidas a partir dos nossos complexos, das nossas experiências dolorosas e calcadas nas histórias que nos dizemos a nosso respeito (e eu diria que na maior parte do tempo é só isso que se faz) ou podemos magnetizar a partir deste centro de força, deste ímã da sua imagem mais bem acabada. O que você quer ver refletido a partir de si? 

Texto revisado por: Cris


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Sobre o Autor: Isabela Bisconcini   
Isabela Bisconcini é Psicóloga Clínica e Consteladora Sistêmica. Terapeuta EMDR. Terapeuta Floral, Reiki II, NgalSo Chagwang Reiki, AURA-SOMA. Deeksha Giver. Dedicou-se por 25 anos ao estudo da psicologia budista e prática do Budismo Tibetano. Participou do Centro de Dharma da Paz desde 1988, quando Lama Gangchen Rinpoche o fundou.
E-mail: [email protected]
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