A Psicologia

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Autor Eliana Guedes

Assunto Psicologia
Atualizado em 5/28/2026 10:15:16 AM




A Psicologia entrou na minha vida quase como um desdobramento natural daquilo que sempre me fascinou: os grandes mistérios da existência. Desde muito jovem, eu me via mergulhada em questionamentos profundos sobre a vida e a morte, tentando compreender o enigma que é o ser humano: suas dores, seus desejos, seus medos, suas buscas. Havia em mim uma sede por entender o que há por trás do que é visível, uma curiosidade insaciável sobre temas que tocavam o invisível: os sonhos, os estados ampliados de consciência, a hipnose.

Naquela época, eu acreditava - e em partes ainda acredito - que por meio da hipnose poderíamos expandir nossa percepção, acessar camadas mais sutis da mente, talvez até despertar habilidades consideradas extraordinárias, como a telepatia, o controle da dor, quem sabe até a telecinese. Hoje vejo que essa busca se aproximava muito mais da Parapsicologia, aquele campo intrigante que estuda os fenômenos paranormais, tão marginalizado pela ciência tradicional, mas tão vivo na imaginação de quem ousa explorar os limites do real.

Quem viveu nos anos 80 e 90 deve se lembrar do icônico Padre Quevedo e sua frase que virou meme antes dos memes existirem: "Isto non ecxiste!" Eu, por outro lado, achava tudo aquilo fascinante. Também me encantava com o hipnólogo Fábio Puentes, famoso por seu comando repetido: "Dorme, dorme, dorme!" - um bordão que me fazia rir e, ao mesmo tempo, sonhar. Meu fascínio era tanto que fui pessoalmente conhecê-lo. Eu queria entender como tudo funcionava, queria ver de perto, sentir na pele.

Durante os dois primeiros anos da faculdade de Psicologia, mergulhei de cabeça em cursos livres que alimentavam essa minha busca interior: hipnose, programação neurolinguística, meditação, além de formações voltadas para temas místicos e esotéricos. Era como se cada nova descoberta fosse uma peça de um grande quebra-cabeça sobre a mente e a alma humana.

E não posso deixar de mencionar um dos meus grandes mestres do coração: Wagner Borges. Sou admiradora do trabalho dele desde antes mesmo de entrar na faculdade. Suas palavras, seus livros e programas me tocavam profundamente. No começo dos anos 2000, eu acompanhava o programa Dimensões, da jornalista Rosana Beni, e vibrava de alegria quando via que o entrevistado seria ele. Wagner falava sobre espiritualidade e experiências fora do corpo com tanta naturalidade e sensibilidade que eu me sentia acolhida, compreendida, conectada.

Hoje, olhando para trás, percebo que minha escolha pela Psicologia não foi apenas acadêmica ou profissional - foi existencial. Era, e ainda é, uma jornada de alma. A ciência me deu estrutura, mas foi a busca pelo invisível que me deu sentido.





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