Setembro Amarelo
Autor Eliana Guedes
Assunto PsicologiaAtualizado em 9/1/2026 1:54:49 PM

SOBRE SETEMBRO AMARELO
Como e onde surgiu o Setembro Amarelo:Em setembro de 1994, nos Estados Unidos, o jovem de 17 anos Mike Emme cometeu suicídio. Ele tinha um Mustang 68 amarelo e, no dia do seu velório, seus pais e amigos decidiram distribuir cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para pessoas que pudessem estar enfrentando problemas emocionais.
A ideia acabou desencadeando um movimento de prevenção ao suicídio e até hoje o símbolo da campanha é uma fita amarela.
https://youtu.be/kqwYuITe3RQ
Segundo Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro, Médica Psiquiatra, Doutora em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP, Vice-presidente da ABEPS. "Suicídio é um fenômeno multifacetado, uma vez que sua estrutura ultrapassa os limites de um único campo do conhecimento, reunindo fatores neurobiológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais, religiosos, filosóficos, ambientais, epidemiológicos e individuais tanto intrapsíquicos quanto interpessoais. Em uma revisão entre 1959 e 2001, englobando 15.629 suicídios ocorridos na população geral, demonstrou-se que em 97% dos casos havia um diagnóstico de transtorno mental à época do ato fatal. Este estudo registrou um elo consistente entre os dois grupos de fenômeno: comportamento suicida e doença mental. No entanto, não se trata de afirmar que todo suicídio se relaciona a uma doença mental, nem que toda pessoa com transtorno mental irá se suicidar. A existência de transtorno mental não contempla plenamente o porquê de o paciente tentar suicídio. Diversos indivíduos têm o transtorno mental e não pensam em terminar com a própria vida, embora a doença aumente a vulnerabilidade e esteja presente em quase todos os casos de suicídio. Transtorno mental é condição necessária, mas não suficiente para o comportamento suicida.
Frente a uma situação difícil, em algum momento da vida, as pessoas podem experimentar o desejo de morrer. A complicação começa quando o desejo de morrer associa-se ao desejo de se matar e o suicídio passa a ser visto como um assassinato em 180 graus, voltado para si mesmo. Trata-se do maior de todos os desastres ecológicos, uma silenciosa epidemia de dor e sofrimento que castiga a sociedade e culmina no autoextermínio. É preciso romper esse silêncio e despertar a sociedade para a urgência de um movimento em defesa da vida."
https://vitaalere.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Atualizacoes-em-Suicidologia-Narrativas-Pesquisas-e-Experiencias.pdf
Teoria Psicanalítica:
Sobre Pulsão de Morte de FREUD: Freud desenvolveu a segunda teoria como Pulsão de Morte - que consiste na descatexização, inanição, diminuição da excitação; e a Pulsão de Vida que busca o investimento e a unificação.
https://www.institutomultividas.com/copia-a-genese-freudiana-da-culpa-3
Pulsão é uma força, um ímpeto, um impulso primordial. Como um grande motor que te faz mover. O que nos move?
Suicídio - Prevenção:
O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido! Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento(a) se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la.
SINAIS DE ALERTA
Os sinais de alerta descritos abaixo não devem ser considerados isoladamente. Não há uma "receita" para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo.- O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas:
Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real. - Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança:
As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos. - Expressão de ideias ou de intenções suicidas:
Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados: - "Vou desaparecer."
- "Vou deixar vocês em paz."
- "Eu queria poder dormir e nunca mais acordar."
- "É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar."
- Isolamento:
As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer. - Outros fatores:
Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.
PEDINDO AJUDA
Pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida podem ser insuportáveis e pode ser muito difícil saber o que fazer e como superar esses sentimentos, mas existe ajuda disponível. É muito importante conversar com alguém que você confie. Não hesite em pedir ajuda, você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte.Quando você pede ajuda, você tem o direito de:
- Ser respeitado e levado a sério;
- Ter o seu sofrimento levado em consideração;
- Falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação;
- Ser escutado;
- Ser encorajado a se recuperar.
- CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
- UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
- Centro de Valorização da Vida - 188 (ligação gratuita).
O CVV - Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.
A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.
Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.
Também é possível utilizar o atendimento por chat e e-mail disponível nos ícones abaixo.
Conheça os postos e horários de atendimento.
DIANTE DE UMA PESSOA SOB RISCO DE SUICÍDIO
- Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio;
- Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento;
- Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa;
- Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa;
- Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.
SOBRE A LOGOTERAPIA:
"Para a Logoterapia, a busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano. [.] Vê o homem como um ser orientado para o sentido".
Esse conceito foi desenvolvido por Viktor Emil Frankl, psiquiatra vienense conhecido mundialmente em razão de seu livro "Em Busca de Sentido", no qual lança as bases de sua teoria a partir da exposição de suas experiências nas prisões nazistas.
Sendo uma abordagem psicológica que busca ajudar no encontro do sentido da vida, que é individual para cada pessoa, você deve observar o que faz sentido para você.
Não existe uma fórmula padrão que sirva para todos, mas existem três caminhos para se aprofundar no próprio sentido:
Valor de criação, que diz respeito a tudo o que fazemos ao mundo com o nosso trabalho. Ou seja, é quando entendemos que ele é importante.
Valor de vivência, que diz respeito ao que recebemos do mundo, como as práticas diárias de ir ao cinema, estar entre amigos, conviver em família, amar e ser amado.
Valor de atitude, que diz respeito à reação quanto ao sofrimento, culpa e morte. Aqui, é o entendimento de que existem situações que independem da nossa vontade.
História da Logoterapia
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1938, as tropas alemães de Adolf Hitler invadiram a Áustria, país de nascimento de Viktor Emil Frankl. Uma chegada que mudaria a vida do psiquiatra vienense para sempre.
Poucos anos mais tarde, Frankl foi enviado para Auschwitz, na Polônia, onde recebeu uma tatuagem de prisioneiro nº 119.104. Posteriormente, acabou passando por outros campos de concentração, sendo libertado apenas no fim da guerra.
A Logoterapia, também conhecida como Terceira Escola de Psicoterapia, nasceu justamente dessa experiência de Frankl, que sobreviveu a quatro campos de concentração.
Assim, a Terceira Escola de Psicoterapia completou a tríade de pensamento ao lado da Psicanálise de Sigmund Freud e a Psicologia Individual de Alfred Adler.
O pensamento de Frankl está registrado no livro "A Busca do Homem por Sentido", obra com a qual ganhou reconhecimento mundial de pesquisadores e admiradores.
Mas, além de fundador da Logoterapia, Frankl também deve ser conhecido pelo trabalho como filósofo e pensador das atitudes dos indivíduos e dos comportamentos e tendências da sociedade.
Ao longo de sua trajetória, assinou a autoria de mais de 30 livros sobre análise existencial e logoterapia, sendo traduzidos em mais de 30 idiomas.
Antes de falecer em 1997, Frankl recebeu o título de doutor honoris causa em diversas instituições de ensino ao redor do mundo.
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Autor Eliana Guedes Realizo Atendimentos Online - Cel./WhatsApp: 9.9365-3322. Com Pós Graduação em: Acupuntura, Psicologia Integrativa Transpessoal, Saúde Mental e Gerontologia, Psicologia Hospitalar, Gestão Pública e Neuropsicologia. Site: https://www.elianaguedes.com.br/ Instagram: @eliana.guedes.psicologa E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Psicologia clicando aqui. |









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