Tente Outra Vez ...
Autor Eliana Guedes
Assunto PsicologiaAtualizado em 11/4/2026 12:10:51 PM

"Tente Outra Vez" é um dos maiores clássicos da música popular brasileira e um dos hinos mais marcantes da carreira de Raul Seixas. Lançada em 1975, no álbum Novo Aeon, a canção foi composta por Raul Seixas em parceria com Paulo Coelho e Marcelo Motta.
Mensagem e Significado
A letra é uma verdadeira ode à resiliência, à esperança e à persistência. Diferente de outras músicas de Raul que apostavam em um tom mais irônico ou contestador direto, esta tem uma pegada de autoajuda filosófica e poética.
A dor como aprendizado: Logo nos primeiros versos, "Veja bem, o seu lugar / Aonde você está / O que é que você faz?", a canção convida à reflexão sobre a própria trajetória.
A superação do fracasso: Os versos: "Não diga que a vitória está perdida / Se é de batalhas que se vive a vida" trazem a ideia de que tropeçar e errar não significam o fim, mas sim etapas naturais do processo de crescer e tentar.
O otimismo contra o conformismo: A música combate ativamente a apatia e o medo de tentar de novo, incentivando o ouvinte a levantar a cabeça e seguir em frente, mesmo quando o mundo parece conspirar contra.
A arte de recomeçar (quando o dia insiste em anoitecer)
Há dias em que o peso do mundo parece concentrado nos ombros. O cansaço se instala não apenas no corpo, mas na alma, e a sensação de que "estamos andando em círculos" sussurra que talvez seja hora de parar, de desistir da luta. É justamente nesses momentos silenciosos que a genialidade de Raul Seixas e Paulo Coelho ecoa como um abraço em forma de canção: "Não diga que a vitória está perdida, se é de batalhas que se vive a vida."
A gente cresce com a ilusão perigosa de que o caminho para o sucesso ou para a paz deve ser uma linha reta, limpa de tropeços. Quando o erro acontece, quando o projeto desaba ou quando a vida muda de direção sem nos pedir permissão, costumamos interpretar o fracasso como um veredito final. Mas a filosofia por trás de Tente Outra Vez nos lembra de algo essencial: cair não é o fim da história; é apenas o ponto em que a coragem decide testar a sua própria força.
A vida não se mede pela ausência de cicatrizes, mas pela teimosia bonita de continuar tentando. Cada tentativa frustrada carrega um aprendizado invisível, um polimento da nossa essência. Quando a luz se apaga e o medo tenta ditar as regras do jogo, a esperança deixa de ser um sentimento passivo e se torna um ato de rebeldia íntima. Acreditar na vitória, apesar dos pesares, é um exercício diário de olhar para dentro e reconhecer que a chama ainda está acesa, mesmo que sob as cinzas.
Se hoje o dia amanheceu cinza ou se o fardo pesa mais do que o habitual, permita-se pausar, respirar fundo, mas nunca se permita parar de vez. Lembre-se de que a madrugada mais escura é sempre a que antecede o espetáculo do sol nascendo de novo.
Tente outra vez. Porque enquanto houver fôlego e vontade de sonhar, a vitória não é uma promessa distante, é o destino inevitável de quem nunca teve medo de recomeçar.
"A gente tropeça, se machuca, recomeça... e é exatamente aí que habita a verdadeira força de viver. Deixe essa lembrança morar no seu peito hoje."
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Autor Eliana Guedes Realizo Atendimentos Online - Cel./WhatsApp: 9.9365-3322. Com Pós Graduação em: Acupuntura, Psicologia Integrativa Transpessoal, Saúde Mental e Gerontologia, Psicologia Hospitalar, Gestão Pública e Neuropsicologia. Site: https://www.elianaguedes.com.br/ Instagram: @eliana.guedes.psicologa E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Psicologia clicando aqui. |









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