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O medo do sentimento

O medo do sentimento
Publicado dia 10/03/2006 12:34:49 em Espiritualidade

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O medo dos sentimentos é um dos problemas mais comuns nos dias em que vivemos. Mulheres e, principalmente, homens, temem perder o controle sobre si mesmos se deixarem-se conduzir livremente por seus sentimentos.

Nesse processo, deixam que apenas a razão atue, e criam uma série de defesas para negar o que estão sentindo, chegando até mesmo a magoar o outro na tentativa de demonstrar que estão vivendo algo superficial e não profundo.

Geralmente este esforço é empreendido para convencerem a si mesmos de que aquela pessoa não os está mobilizando internamente de modo diferente. Na raiz deste comportamento está uma profunda imaturidade e uma dificuldade em assumir o controle da própria vida.

Assim como a experiência de viver, entregar-se aos sentimentos implica em riscos que, somente aqueles que atingiram um estágio emocional maduro, estão dispostos a assumir.

Para muitas pessoas, isto traz uma fragilidade que gera dependência do outro. Geralmente elas vivenciam uma impotência em assumir o controle sobre as próprias emoções, e por isso sentem tanto medo.

Viver plenamente os sentimentos não significa abandonar a capacidade de discernimento. Mas sim manter-se fiel à própria essência, tendo em mente que apesar do sentimento pelo outro, o amor por si mesmo sempre estará em primeiro plano, e é a arma mais eficaz para impedir que, ao se apaixonar, a pessoa se torne vulnerável a ponto de perder a sua individualidade.

Assumir a própria verdade interior sem medo, deixando de lado as defesas infantis do ego, aumenta nossas chances de alcançar a felicidade com que tanto sonhamos e para qual estamos todos destinados.

“O amor não é perigoso. Apenas a inconsciência é perigosa. Há muitas pessoas que evitam o amor simplesmente para estar em chão seguro. Há pessoas que não querem se comprometer em nenhum relacionamento...
... No máximo elas ficam interessadas em relacionamentos sexuais, mas não em intimidade. E a menos que um relacionamento se torne íntimo e profundo, você nunca saberá o que é um relacionamento. Um relacionamento simplesmente sexual é uma coisa periférica e isso nunca o satisfará.
- Osho, Beloved of my Heart -

Não escolha o ego, escolha o amor

"No amor, o ego não pode existir. O amor é algo muito mais verdadeiro, muito mais autêntico do que você.

É por isso que você sentirá que as coisas começam a ficar um pouco loucas - porque você não pode controlá-las. O controlador não existe mais. Quando o ego não está presente, quem está ali para disciplinar? Então você está num caos.

Mas esse caos é muito mais belo do que o ego feio. Desse caos todas as estrelas nascem. Desse caos você nasce outra vez. É um renascimento. Todo caso de amor é um novo nascimento. Portanto não o considere negativo. Não pense que você está perdendo algo no amor - você não tem nada a perder. (...)

Assim essa é a primeira coisa a ser compreendida: não escolha o ego, escolha sempre o amor.
....Você terá que passar pela inconveniência... isso é o que significa ser iniciado num caminho.

.... O amor lhe tira do seu ego, do seu passado da sua vida padronizada; por isso parece ser uma confusão.

.... Mas isso é bom. Não há nada com que se preocupar. Perca o ego. Ficar louco de vez em quando é uma necessidade básica para permanecer são. Se você estiver sempre são, então sua sanidade é suspeita. É bom tirar umas férias da sanidade. De vez em quando esqueça tudo sobre sua sanidade, tudo sobre seus regulamentos, disciplina, comportamento controlado, e todos esses absurdos. De vez em quando tire férias, relaxe e enlouqueça.

.... Se você fica louco deliberadamente, conscientemente, totalmente alerta, vai ser uma experiência incrível. E você nunca está em perigo. Quando você enlouquece conscientemente, você pode voltar.

....Você sabe como entrou nisso e sabe sair disso.

.... A pessoa que é sempre sã, não é livre... e a pessoa que é sempre insana, também não é livre. Mas a pessoa que pode oscilar da sanidade para a insanidade, e pode oscilar facilmente, suavemente, sem nenhuma barreira, tem uma grande liberdade. Essas são as pessoas que souberam o que é a vida. Todos os místicos são loucos, e todas as pessoas loucas poderiam ter se tornado místicas, mas elas perderam a oportunidade. E quando você vai por si mesmo, você pode voltar.

Eu o ensino a enlouquecer conscientemente.

Portanto, entre nisso. Não tenha medo. Tudo o que você perde, não vale a pena manter.

O amor é uma grande alquimia"
- Osho, Sufis: The People of the Path -



por Elisabeth Cavalcante

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Sobre o autor
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Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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