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O desafio de viver

O desafio de viver
Publicado dia 9/8/2006 11:04:15 AM em Espiritualidade

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Muitas pessoas ainda sentem grande dificuldade em entender o que significa abandonar a atitude de luta, entregar-se, deixar as coisas acontecerem, fluir com a vida sem forçar os acontecimentos.

Para elas, quando um Mestre propõe esta nova atitude, está sugerindo que abandonemos nossas tarefas rotineiras como o trabalho, o estudo ou a convivência com amigos e familiares.

Entretanto, não se trata disto. Aliás, o maior desafio que um buscador da Verdade necessita enfrentar nos dias que correm, é conseguir manifestar sua essência, o seu verdadeiro ser, em meio à loucura do mundo.

Sem a meditação esta tarefa se torna impossível, pois somente reservando um tempo para ir ao encontro de nossa luz é que podemos nos fortalecer e encontrar a fonte de sabedoria de que necessitamos para nos guiar a cada momento de nossas vidas.

A atitude de entregar-se à existência com confiança absoluta naquilo que ela reserva para nós, é a única forma de atrairmos exatamente as experiências de que necessitamos para alcançar o crescimento interior a que nos propomos na presente encarnação.

Por isso, é importante que valorizemos esta oportunidade que agora vivenciamos e nos empenhemos para vencer os desafios que a vida nos apresenta. Sem eles, a jornada seria mais fácil, sem dúvida, mas totalmente vazia de sentido.

“Continue sendo uma pessoa de negócios, mas esqueça-se disso por algumas horas. Não quero que você fuja de sua vida cotidiana. Estou aqui para lhe falar sobre os caminhos, as formas, a alquimia que lhe permitam transformar o ordinário no extraordinário.

Seja uma pessoa de negócios no escritório, não em casa. E, de quando em quando, se esqueça por algumas horas até mesmo da casa, da família, do cônjuge, das crianças. Fique sozinho consigo mesmo. Mergulhe cada vez mais fundo em seu ser. Divirta-se consigo mesmo, ame a sim mesmo.

Então, aos poucos, você perceberá que uma grande alegria está crescendo, sem nenhuma causa externa. Isto é seu próprio ser, seu próprio florescer. Isto é meditação.
...Você verá essa grande alegria crescendo em seu ser sem qualquer motivo. Divida essa alegria, espalhe-a para os que estão ao seu redor.

... Uma vez que você tenha se tornado um meditador, sannyas não está muito longe! Meu sannyas em particular, não é nada além de viver no mundo comum, mas viver de tal forma que não me sinta possuído por ele. Permanecer transcendental, permanecer no mundo, mas um pouco acima dele. Isto é sannyas.
Não é sannyas à moda antiga, na qual você tinha de fugir de sua família, de seus filhos e seus negócios, ir para o Himalaia. Isto nunca funcionou bem. Muitos foram morar nas montanhas, mas carregaram consigo suas mentes estúpidas.

...Você pode deixar o mundo, mas não pode deixar sua mente aqui. A mente irá com você, ela está dentro de você. E onde quer que você esteja, essa mesma mente irá criar o mesmo tipo de mundo ao redor de você.

...O contentamento é o objetivo da vida, e a meditação é o meio para atingi-lo. Sem a meditação, ninguém nunca saberia verdadeiramente o que é contentamento.
Não é prazer. Prazer é fisiológico, químico. Não possui profundidade e é muito momentâneo... Não pode ser mais profundo que isso, pois a fisiologia não é profunda.

Contentamento não é nem mesmo alegria. O que chamamos de alegria é psicológico. Sempre que você encontra um momento de exaltação e entusiasmo, seu ego fica preenchido e você se sente alegre. Quando obtém uma vitória, é eleito ou ganha alguma competição, se sente alegre, pois você derrotou os adversários, obteve sucesso, fama, dinheiro, glória. Mas logo se cansará disso tudo.

...Sempre que seu ego estiver preenchido, você se sentirá feliz. Mas contentamento é outro fenômeno, completamente diferente. Não pode ser prazer, pois não é fisiológico. Não pode ser alegria, pois não há preenchimento do ego. Pelo contrário, é a dissolução do ego, é a dissolução de sua identidade.

Meditação é isso: a junção, a dissolução em meio ao todo, esquecendo completamente que você é algo separado, lembrando apenas de sua unidade com o todo.

...Somos um só com o todo ainda que pensemos que estamos separados dele. Somos inseparáveis. Não podemos nos separar simplesmente porque pensamos que estamos separador. Basta lembrar. Basta deixar pra trás essa falsa noção de que somos separados.

...Portanto, é preciso aprender a assimilar o espírito da meditação. Não importa quanto tempo irá levar, qual será o preço, é preciso estar pronto. Uma vez que você esteja pronto, não será difícil. É esse estado de espírito que faz com que você se torne merecedor deste enorme contentamento, e as coisas passam a ser bem simples então”

Osho – do livro Aprendendo a silenciar a mente.


por Elisabeth Cavalcante


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Sobre o autor
Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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