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Psicoterapia Reencarnacionista em 10 lições - Parte 9: Coisas da Terra


Existem coisas que acontecem aqui durante uma encarnação que contrariam os planos e os anseios do mundo espiritual, tanto a nível planetário como em relação a programações nossas pré-reencarnatórias. Não devemos esquecer que aqui é um local do Universo de baixa freqüência e, portanto, nós revelamos aqui o que temos de mais inferior; por isso ainda existe tanto egoísmo, tanto materialismo, tanta miséria. Quando desencarnamos e alcançamos o Plano Astral, naquele local de alta freqüência nós revelamos o que temos de melhor; por isso, lá em cima nós nos sentimos bem e somos bons, altruístas e cooperativos, enquanto que aqui em baixo a maior parte de nós sente-se um tanto desconfortável e age de maneira egocêntrica, como numa atitude instintiva de autodefesa. Muitas pessoas que estão passando por uma situação de pobreza, que nasceram em uma família muito pobre, sem alimentação, sem estudo, estão recebendo o retorno do que fizeram para outras pessoas em encarnações anteriores, quando pertenciam aos grupos ricos e dominantes e não atentavam para a miséria do povo; vieram agora aprender o que é miséria, o que é fome, o que é não ter conforto, e isso eu tenho escutado freqüentemente nas sessões de regressão. Mas esse raciocínio não pode ser generalizado e milhões de pessoas em nosso planeta que estão em situação de miséria, são vítimas de uma sociedade humana ainda inferior que cria esse tipo de situação. Ou seja, alguns estão aprendendo uma lição kármica, outros estão sofrendo pelo egoísmo da sociedade humana e não precisariam estar passando por isso. Mas com o decorrer dos séculos, com a elevação do grau de consciência do ser humano, aos poucos irá prevalecer o senso comunitário, cooperativo, humanitário, que são características superiores em desenvolvimento, e aí o nosso planeta irá tornar-se um lugar justo, igualitário e harmônioso de se viver. E, então, irá extinguir-se a riqueza e, com isso, a pobreza, pois aquela é que origina essa. Essas coisas que ainda acontecem por aqui, um dia não existirão mais, pois estaremos em um nível consciencial superior e a nossa sociedade refletirá isso.

Um outro exemplo de injustiça é quando alguém reencarna para melhorar uma tendência de agressividade, mas pela força de suas tendências congênitas e pelos gatilhos e armadilhas vigentes aqui na Terra, esquece dessa intenção e da expectativa de seus mentores e mantém essa antiga característica. Digamos que esteja numa “casca” de homem, seja pai de família, e então os que convivem com ele irão sofrer agressões, verbais ou físicas, maus tratos, etc. E isso poderia não ser assim se ele tivesse conseguido acessar seus aspectos superiores e encetado essa melhoria de suas inferioridades. Um Espírito que venha como seu filho e que também tenha descido para melhorar uma tendência de raiva, de agressividade, terá essa sua Missão prejudicada pelo mau exemplo do seu pai; um filho que veio para curar uma antiga tendência de mágoa, de sentir-se rejeitado, dificilmente conseguirá cumprir essa Missão com sucesso; um outro filho que tenha descido para curar o medo, a insegurança, que apresenta há séculos, provavelmente manterá essas características; e assim por diante. A expectativa do mundo espiritual é de que o pai melhorasse sua agressividade e autoritarismo e, com isso, cada um dos seus filhos pudesse também melhorar o que veio melhorar, mas se ele não realiza isso, atrapalha todo um plano encarnatório grupal. O que quero dizer é que existe a Justiça Divina que é a Lei do Retorno, mas também existe a cegueira que leva ao erro, à manutenção do que veio para ser curado, e aí ocorre a frustração dos anseios dos Espíritos envolvidos e dos mentores espirituais daquele grupo familiar. Um Espírito superior que descer como seu filho na intenção de ajudá-lo a modificar essa postura agressiva, vem “correndo um risco”, pois pode conseguir isso ou não; se conseguir que ele vá ‘amansando’, as coisas irão correr relativamente bem, mas se não conseguir, provavelmente irá levar algumas surras...
Um pai ou uma mãe alcoolista, por exemplo, prejudicam psiquicamente seus filhos, e entre esses pode haver alguém que precisa passar por isso, pois também era alcoolista em outra encarnação e prejudicou lá os seus filhos, mas pode haver um filho que está passando por isso injustamente, que não precisaria estar nessa situação, e apenas está porque seu pai ou sua mãe estão errando, repetindo um padrão equivocado de outra encarnação, que deveriam estar curando. Nesse caso, é uma experiência negativa criada pelo homem e não pelo Universo.

A Psicoterapia Reencarnacionista existe para conversar com as pessoas no consultório sobre essas questões e ajudá-las a recordarem-se dos princípios reencarnacionistas e alcançarem o sucesso na atual encarnação. O psicoterapeuta que trabalhe nessa linha deve manter o foco das consultas principalmente na busca da evolução espiritual, conhecer bem os meandros da Reencarnação e conversar com seus pacientes sobre essa questão da injustiça, quando parece, mas não é, quando é mesmo, embora não sejamos Espíritos superiores para que possamos, com clareza, diferenciar o joio do trigo. Mas conversar teoricamente com os pacientes sobre essas questões, pelo menos levanta uma dúvida a respeito daquela aparente injustiça, e utilizar a técnica do “Por quê?”, tem o efeito de mexer com a raiva cristalizada, uma mágoa antiga, etc.

Outro exemplo: um filho que matou seu pai em outra encarnação quando eram inimigos, dessa vez desce como filho para tentar melhorar sua relação com aquele antigo desafeto. Seu pai, antes de reencarnar, já sabia desse arranjo ou durante a encarnação, no período de sono, projetado, foi informado que isso iria acontecer. Pois bem, na chegada desse filho os Inconscientes de ambos se reconhecem e instala-se uma aversão mútua que pode chegar, um dia, até ao assassinato de um deles. E com isso frustra-se a intenção do mundo espiritual e desses dois Espíritos conflitantes. O que deveria ocorrer era uma melhoria da relação deles, mas não aconteceu isso e sim a continuação de uma antiga aversão. Na próxima encarnação de ambos, isso será tentado novamente. O Universo planejou uma possível conciliação, mas não deu certo. Os outros irmãos sofreram por essa situação, os netos idem, e alguns precisavam passar por isso, mas outros não. Isso é uma das coisas da Terra.
Uma pessoa entra em um lugar para assaltar e mata outras pessoas. É possível dizermos que todos que morreram (desencarnaram) mereciam? Precisavam passar por isso? Haviam feito algo para aquela pessoa em outra encarnação? É um resgate? O que eu penso é que pode ser que sim, mas pode ser que não. Talvez um ou dois dos que desencarnaram tivessem um comprometimento kármico com o assassino, mas talvez os demais, não. Então para uns foi a ação da Lei do Retorno, para outros foi realmente uma injustiça, algo que não precisava acontecer.Estou querendo colocar aqui a noção de que nem tudo que acontece aqui na Terra “está certo”, “é como deveria ser”, “estava escrito”, “é karma”, etc. Muitas pessoas exageram no seu fatalismo a ponto de acreditarem que qualquer coisa que aconteça “foi Deus que quis”... “era para ser”... Um exemplo desse exagero fatalístico é afirmar-se que todos os judeus que foram mortos pelo nazismo mereceram passar por isso pois tinham matado em vidas passadas. Isso é um absurdo! Claro que alguns podem ser enquadrados nessa aplicação da Lei do Retorno, mas todos? Se algum prédio incendeia e morrem várias pessoas, sempre tem alguém que diz que todos os que morreram haviam queimado alguém em vidas passadas, pertenciam à Inquisição, etc. Isso é um exagero! Devemos ter cuidado com o “nunca” e o “sempre”. Uma criança morre atropelada por um motorista embriagado, foi karma? Ela havia matado o atropelador em alguma vida passada? Pode ser que sim mas também pode ser que não. Aqui nesse local inferior acontecem coisas que podiam não acontecer. Então, se o que aconteceu foi injusto mesmo, o consolo é saber-se que morte não existe, o que existe é a subida de volta para um lugar melhor. As religiões não-reencarnacionistas criaram no Consciente coletivo essa idéia de morte e a maioria das pessoas ainda não assimilou que aqui é realmente um lugar de passagem e que a morte é apenas a falência do veículo físico, quando então nós, que somos a nossa Consciência, passamos para o nosso 2º corpo, o astral, e vamos viver no Plano Astral.

Mas, para os que pensam em apressar essa subida através do suicídio, é conveniente que leiam bastante sobre essa questão nos livros espíritas, pois a morte provocada faz com que a pessoa permaneça envolvida em seus escuros pensamentos e sentimentos e após permanecer bastante tempo ainda presa ao seu corpo físico morto (pois o duplo etérico ainda está íntegro), ao conseguir desvencilhar-se, geralmente percebe-se em um local escuro, mal cheiroso, enlameado, na companhia de outros que morreram também em baixa freqüência e de seres inferiores que dominam esse local, e aí percebem que saíram de uma situação ruim para uma ainda pior! Esse lugar é chamado de Umbral ou Inferno. É mais conveniente ficar por aqui mesmo, encarnado, protegido pelo corpo físico, procurar ajuda espiritual, psicológica, e tentar libertar-se do egocentrismo do sofrimento que cria a depressão.

Uma mulher em uma encarnação anterior cometeu um aborto. Ao desencarnar, no Plano Astral, recebe a informação que aquele Espírito que iria ser seu filho era um antigo desafeto que estava descendo como seu filho para tentarem resgatar seus conflitos. Pois bem, fica decidido que na próxima encarnação isso seria tentado novamente. Ela reencarna e, mais tarde, quando casada, engravida daquele antigo desafeto, mas, esquecida do planejamento pré-reencarnatório, comete o mesmo erro e aborta novamente! Não era para ser assim, mas por seu livre-arbítrio e pela tendência repetitiva que todos temos, ela comete esse ato. Pois bem, isso terá de ser tentado numa próxima vez. São as coisas que cometemos aqui e que contrariam nossos planos e dos nossos mentores espirituais. Enfim, nem tudo que acontece por aqui está sendo como deveria ser, como esperavam o mundo espiritual e os Espíritos participantes. Nem sempre é fácil saber-se com certeza se algo é realmente injusto ou apenas parece ser, mas essa questão deve ser colocada nas consultas de Psicoterapia Reencarnacionista.

Lembro de uma paciente que havia sido filha de uma mendiga que ficava na rua Riachuelo. Ela criou-se na sarjeta até que foi adotada por uma família, estudou, foi trabalhar, conheceu um senhor mais velho e casaram. Em seguida, ele desencarna e ela passa a receber sua pensão. Vai morar numa cobertura triplex com piscina! Aparentemente, ela veio de uma situação injusta (nascer filha de uma mendiga) e estava aproveitando essa encarnação. Mas nem sempre o que parece ser, é realmente... Eu me questionava na sua 1ª consulta: Por que ela veio filha de uma mendiga? Antes de reencarnar, estava lá em cima, haviam tantas mães aqui em baixo, por que veio filha logo daquela? Isso foi uma injustiça ou uma necessidade? Coloquei a ela essa dúvida e resolvemos realizar uma sessão de regressão para tentar elucidar essa questão. Pois bem, em encarnações anteriores ela viu-se sempre como uma pessoa de posses, até nobre em uma delas, e relatou uma informação no Plano Astral que nessa atual encarnação ela viria como filha de uma mendiga para curar o orgulho, a futilidade, o materialismo. E já estava na metade da encarnação e ainda não havia melhorado nessas características inferiores. O que parecia uma injustiça, aquela infância miserável, não era! Mas isso não quer dizer que todos os filhos de mendigos necessitam passar por tal situação, alguns certamente sim, mas outros são vítimas de uma sociedade injusta e cruel.
Em alguns países paupérrimos, quantas pessoas passam fome, vivem na miséria, sem alimentação, sem possibilidade de estudo, de crescimento! Todos estão tendo de passar por isso? Claro que podemos perguntar: Por que reencarnaram lá naquele país? Enfim, essa questão é bastante polêmica e necessita de bastante estudo e compreensão para ser entendida. Aqui na Terra, encarnados, não temos condições de saber todas essas respostas; os seres superiores do Plano Astral, lá de cima, podem ver melhor essas coisas...

Estou colocando aqui essa questão polêmica porque a Psicoterapia Reencarnacionista é uma Escola ainda em elaboração, ainda longe de estar concluída, pelo contrário, como iniciou-se em 1996, é bem nova ainda, recém está começando a estruturar-se. Por isso, algumas colocações que estamos fazendo poderão ser melhor elaboradas, reconsideradas, sem que isso implique em negar sua concepção revolucionária. E mesmo o que sabemos sobre Reencarnação, em nosso estado de encarnado, ainda é uma pequeníssima fração do que ela é realmente! Estamos tateando, procurando entender bem de um assunto que, talvez mesmo lá no Plano Astral, poucos seres entendam bem... É algo complexo, que segue leis ainda inacessíveis para nós. Mas, o espírito científico deve prevalecer e mesmo sabendo dessas dificuldades e limitações, isso não deve servir como um desestímulo, algo que nos faça recuar, pelo contrário, mesmo correndo o risco de, eventualmente, estar falando alguma bobagem, incorrendo em algum erro, devemos seguir em frente, pesquisando, estudando, sempre pedindo auxílio a nossos irmãos lá de cima, sob a forma de intuição ou diretamente, projetados durante o sono do nosso corpo físico.



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clubestum Mauro Kwitko é médico auto-licenciado do Conselho de Medicina para poder dedicar-se livremente ao seu trabalho como psicoterapeuta reencarnacionista. Em 1996, começou a elaborar e divulgar a Psicoterapia Reencarnacionista. É fundador e presidente da ABPR. Ministra Cursos de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica há muitos anos, tendo formado centenas de psicoterapeutas reencarnacionistas.


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