Psicopatia e a Ciência

Psicopatia e a Ciência
Autor Fatima Pessoa - [email protected]
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O homem é um ser social. Ao longo da nossa evolução, o ser humano apenas comprova que fomos feitos para viver em sociedade, cooperando, contribuindo para o crescimento e bem-estar da mesma. O que faz com que algumas pessoas tenham um comportamento tão antissocial, sem se importar com os sentimentos alheios, sem ter empatia ou altruísmo? A pergunta “por que um psicopata é um psicopata?” sempre esteve presente em todas essas discussões, mas com o avanço da tecnologia médica, podemos entender com mais clareza como funciona o cérebro, e não apenas a mente, de um psicopata.

O cérebro e a mente
Sabemos hoje que nossas atividades mentais não são influenciadas apenas pelo nosso ambiente. Alguns de nós são mais propensos a desenvolver determinados transtornos mentais. Às vezes é uma questão hereditária, às vezes simplesmente nosso cérebro veio com um pequeno “erro” de configuração que faz com que tenhamos depressão severa mesmo quando nosso ambiente não deixa margem para depressão (ótimo emprego, família estruturada, boas oportunidades etc..)
Quando a psicopatia começou a ser estudada, na Grécia Antiga os psicopatas eram chamados apenas de “homens inescrupulosos”. Desde a Grécia Antiga até meados do século XX, havia uma forte crença na ideia de que este tipo de comportamento era resultado de má educação, pais que não sabiam impor limites, pobreza.
Embora nenhuma dessas hipóteses esteja descartada para entender a formação de um psicopata, a verdade é que o desenvolvimento da neurociência nos aponta para uma causa mais concreta: o cérebro de um psicopata é diferente do cérebro de uma pessoa normal.

O cérebro do psicopata
Ele vai diferir das pessoas comuns não só em termos de atividades mentais, mas também na própria constituição. Essa diferença na formação do cérebro pode explicar muito sobre o transtorno, inclusive explicar por que a psicopatia não tem cura.
Em 2012, um grupo de cientistas do King’s College em Londres fez uma descoberta significativa. Usando a ressonância magnética, eles observaram o cérebro de 66 homens, sendo que 17 deles já haviam recebido o diagnóstico de psicopatas e haviam cometido crimes estupros e/ou assassinatos. 27 haviam cometido crimes de baixa periculosidade e 22 não haviam cometido nenhum crime. O resultado foi surpreendente. Todos os 17 homens diagnosticados apresentaram menos massa cinzenta no córtex pré-frontal e nos polos temporais. Tais áreas são ativadas quando tentamos entender a emoção das outras pessoas, quando pensamos em comportamentos morais e amorais. Além disso, essas áreas são responsáveis pela empatia, pelo entendimento do conceito de punição, resposta a situações de medo e ameaça, e pelos sentimentos de culpa, vergonha. Qualquer dano a essa área pode prejudicar tais faculdades. Mais recentemente, em janeiro de 2015, um grupo da Universidade de Montreal, Canadá, conduziu uma pesquisa parecida e encontrou os mesmos resultados que seus colegas ingleses.
Isto tudo nos ajuda a entender também porque há diferentes níveis de psicopatas. Os psicopatas apresentam comportamentos que vão desde crimes menores como roubos repetidos os mais predatórios: estupros seguidos de assassinatos, às vezes com requintes de crueldade. Talvez a diferença no volume de massa cinzenta explique os diferentes perfis.

Além de confirmar os achados sobre a massa cinzenta, o grupo de Montreal descobriu que a massa branca dos psicopatas também funciona de forma diferente. A massa cinzenta é responsável por receber e processar informações e a massa branca é responsável por distribuir esta informação por todo o cérebro, para que assim possamos responder adequadamente. No estudo canadense, houve diferença significativa na atividade da massa branca de psicopatas e não-psicopatas.
Outras pesquisas apontam para outras partes cerebrais envolvidas. Pesquisas na Alemanha, França e Inglaterra não registraram atividades nas amídalas de psicopatas quando eles viram imagens chocantes como assassinatos violentos. As amídalas também são responsáveis por gerar sentimentos de empatia.
Todas estas pesquisas apontam para o fato de que para o psicopata não é uma questão simplesmente de saber que a outra pessoa se prejudicará e o psicopata “não está nem aí” ou de que ele sabe que haverá uma punição para seu ato, mas ele simplesmente não se importa. Mais do que não se importar, ele simplesmente não entende os conceitos de punição ou empatia.

E qual seria o futuro para a psicopatia? Ainda é cedo para saber o que isso significará para os psicopatas. Há muito entusiasmo quanto aos poderes das ressonâncias magnéticas e como elas poderão ajudar no diagnóstico do problema, se elas poderão realmente prever que determinadas pessoas serão assassinos perigosos ou não e o que fazer com isso. O fato é que estamos a cada dia um passo mais perto para entender este transtorno que pode ser tão perigoso para a sociedade.



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