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Crise no Casamento

por Roberto Gwydion

Publicado dia 2/7/2008 em Almas Gêmeas

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Tive a intuição de escrever este artigo a partir de uma entrevista que dei a um grande site voltado ao público feminino. A idéia de conversar sobre a crise no casamento me parece muito interessante hoje em dia, quando os valores e motivações pessoais estão tão encobertas por sugestões e apelos externos de nossa cultura e sociedade, causando certa "confusão" sobre nossos próprios sentimentos e do "outro". As mudanças sócio-culturais que estamos atravessando desde o final do século passado traz uma crise em si na instituição do casamento, mas acredito que não é o fim do casamento como muitos dizem, mas sim uma reorganização do mesmo, uma remodelação para um novo formato que adeque às necessidades atuais do ser humano na sociedade globalizada.

Sobre os sinais de que o casamento possa estar em crise, muitas pessoas ficam em dúvida quando há falta de sexo, de beijo, há irritação com o outro e mau-humor e ficam em dúvida se isso já seria um sinal de que o relacionamento acabou. Na verdade, todos estes “sintomas” fazem parte de qualquer relacionamento. Viver a dois é uma experiência difícil, pois demanda o amadurecimento de cada um. Frustrações, mau humor, irritação, sempre são sintomas de conflitos pessoais, de cada um e que estão se projetando na vida a dois. Estes “desconfortos” que temos na vida a dois, costumamos “projetar” no outro, ou seja, o “outro” é sempre o culpado e é difícil perceber; mas sempre temos uma grande parcela de responsabilidade em cada crise. Devemos entender que cada ser humano é único e cada um tem suas espectativas, suas motivações. A complexidade dos sentimentos e afetos do ser humano e da sua vida psíquica, faz com que este seja também um assunto polêmico.

Outra dúvida freqüente é sobre se daria para "salvar um casamento" e como fazer isso. Eu acredito que se possa “salvar” um casamento em crise, pois as crises são obstáculos normais de qualquer casamento e inclusive são uma oportunidade de amadurecimento para os dois. “Salvar” o casamento desta crise, como você diz, é o mesmo que dizer que os dois “aproveitaram positivamente” a oportunidade de crescimento na relação através da crise. Pra isso as crises existem e basta que os dois optem por seguir o caminho da evolução, conversando, acertando algumas coisas, mudando outras, sempre cedendo (o que sempre é muito difícil), mas resumindo, deve haver uma disposição de ambas as partes para manter o relacionamento após a crise, transpondo-a.

A crise é uma “prova”, um degrau de evolução no relacionamento, que vai testar tanto se o amor é tão forte, como também a capacidade pessoal de cada parceiro em passar por esta crise. No caso, tem-se a opção também de crescer sozinho ou buscar ajuda terapêutica de casais, ou melhor ainda, ao meu ver, numa terapia individual (análise psicanalítica).

E se houver traição? Traição é um assunto muito complexo quando se vê o lado de quem trai e mesmo de quem é traído. Há vários motivos que levam as pessoas a traírem, e o quanto isso vai ser um motivo para levar ou não o relacionamento adiante, vai depender dos recursos pessoais do casal, de seu histórico, do que construíram juntos e individualmente ao nível de vinculo nesta relação e do quanto cada um está disposto a encarar a sociedade, a cultura e manter-se firme em seus ideais pessoais e enquanto casal.

Hoje em dia, percebemos que as pessoas parecem menos tolerantes; a nossa vida é com certeza mais corrida, enfim, ficamos confusos sobre como se dão as relações atualmente e em que grau isso influencia nos índices de divórcios e descasamentos.

Antigamente, digo, até o início do século passado só existia o modelo de casal tradicional, ou seja, o marido e a mulher, hoje com as novas configurações familiares temos desde casais homoparentais, (gays e lesbicas) como outras configurações em casais hetero, onde cada um mora em sua casa, ou na mesma casa mas em camas separadas e até em quartos separados, outras pessoas preferem viver sozinhas ( singles), enfim, a sociedade atual nos dá possibilidades, e desta forma fica muito mais fácil optarmos. Hoje as opções são muitas e além das facilidades jurídicas para separação, divórcio, a mulher ou o homem não se sente tão preso à pressões sociais, inclusive no que diz respeito aos compromissos como namoro ou casamento, pois hoje em dia, “ se não der certo, separa-se “, é o ideal do “descartável”, características da sociedade capitalista e globalizada de hoje...

O importante é que temos uma vida para evoluir, através das experiências, e que relacionar-se com outra pessoa, e dividir a vida, criar uma familia, é uma das oportunidades que temos de atingir esse aprendizado. Ceder, exercitar o dar e receber, nosso altruismo, e ter tudo isso do outro sem precisar exigir, é o que todos buscamos, e é possível um relacionamento assim, mas para isso é preciso que os dois se autoconheçam profundamente (uma terapia ajuda muito ) e tenham confiança um no outro sabendo que todos temos defeitos e virtudes, (inclusive e principalmente nós mesmos) e saber ver o lado bom de tudo isso, que todos nós somos HUMANOS.
 

Roberto Gwydion é terapeuta e tarólogo - tarologoweb

Texto revisado por Cris


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Sobre o Autor: Roberto Gwydion   
Terapeuta transpessoal e psicoterapeuta. Tem sua formação acadêmica em ciências sociais, psicossintese,Regressão de memória, Formação em terapia floral avançada e naturopatia holistica.
E-mail: [email protected]
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