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A Criança Sathya Sai Baba

por Marcos Spagnuolo Souza

Publicado dia 14/8/2008 em Autoconhecimento

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Quando Sai Baba nasceu colocaram a criança sobre as cobertas da cama e observaram que Ele movia para cima e para baixo por causa de algo embaixo Dele. Tiraram a coberta e encontraram uma serpente debaixo das cobertas. Foi um fato significativo, pois a literatura Vedanta mostra que Krsna, o Senhor do Universo, reclina-se sobre a Serpente Cósmica que Ele utiliza como leito.

Conforme Sai Baba crescia, se mantinha longe dos lugares onde os porcos, os carneiros, o gado ou as galinhas eram mortos ou torturados, ou onde os peixes eram apanhados. Evitava as cozinhas e os recipientes usados para cozinhar as carnes. Era chamado pelos vizinhos de “Brahmajñani”, o conhecedor de Brahma (Deus), por causa desse tipo de aversão e por seu amor por toda a criação.

Era contra todos os esportes e jogos que provocassem crueldade e dor. Não permitia que seus companheiros testemunhassem a corrida de carros de boi nas areias do leito do rio, pois não podia aceitar que as pessoas puxassem as caudas dos animais e os espetassem com varas.

Quando um cinema itinerante armava sua tenda causava uma agitação que se espalhava por quilômetros de distância, e o povo da aldeia sacrificava suas magras economias para pagar as entradas e ver os filmes. Sai Baba protestava e falava dos ideais degradados dos filmes, de como vulgarizavam os deuses. Dizia que os filmes exibiam somente o lado desagradável da vida familiar e louvavam a crueldade, a esperteza e o crime, lançando ideais nobres por terra apenas para ganhar dinheiro.

Desde criança sua vida era comprometida com a verdade e nunca lançava mão de subterfúgios para agradar as pessoas. Sempre que um mendigo aparecia na porta de sua casa e pedia esmola Ele parava de brincar e forçava seus parentes a doar grãos ou alimentos preparados. Quando começou a correr pelas ruas, buscava os aleijados, cegos, enfraquecidos e doentes e os levava pela mão até a porta da casa dos pais, e as irmãs tinham que descobrir alguns grãos ou iguarias na despensa ou na cozinha para colocar na tigela dos mendigos, enquanto Sai Baba observava contente.

Para interromper o que os mais velhos chamavam de “caridade cara e mal utilizada”, a mãe pegava a criança e, com dedo em riste, dizia: “Você pode dar comida para ele, mas terá que passar fome”. Isso não assustava Sai Baba que entrava em casa e trazia comida para os famintos parados diante da porta, ficando Ele mesmo sem jantar ou almoçar. Ninguém conseguia persuadi-lo a pegar o prato, que era deixado intocado. Quando se recusava a comer durante dias, seus movimentos e atividades não demonstravam sinais de fome. Declarava que tinha comido e que um vovô, um homem idoso, o alimentara fartamente com bolas de arroz e leite. Os seus parentes não viam o visitante invisível que alimentava a pequena criança.

Sai Baba freqüentou uma pequena escola primária na aldeia de Puttaparthi e com a idade de oito anos foi para a escola elementar superior em Bukkapatnam, cerca de quatro quilômetros de distância de sua aldeia. O professor Kondappa conta que Sai Baba era muito obediente e simples. Nunca falava mais do que o mínimo necessário. Chegando mais cedo na escola, ele costumava reunir as crianças, montava um altar com alguma imagem ou quadro e, com flores que trazia consigo, conduzia uma cerimônia e distribuía “prasada” (alimento que era oferecido a Deus no altar e depois partilhado entre os participantes). Os alimentos que oferecia no altar eram tirados de sua sacola vazia e quando lhe perguntava de onde vinha o alimento ele explicava que a natureza obedecia à sua vontade e lhe dava tudo o que queria.

Referência: Resumo do livro "A vida de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba", volume um. Escrito por N. Kasturi. Publicação da Fundação Sai.



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