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As 3 chaves - parte 1

por Denis Rojas

Publicado dia 30/1/2008 em Autoconhecimento

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Querida,

Vejo você com meus olhos e sinto em seu ser, com o coração, a Presença Sagrada. Sua vibração tocou as ligações de inspiração que a vida interna desperta. Sim, é preciso ter coragem para ser transparente num mundo em que costumamos vestir máscaras em cima de máscaras; medos em cima de medos; cascas que envolvem um conteúdo bonito, um tesouro profundamente escondido.

Você me ensinou em segredo, ao doar, a mensagem das três chaves. Presenteou-me com o relato e o rompimento lindo e necessário dos laços estranhos do passado, cheia de gratidão, que a cura se faz em roda.

Ensinou-me que existem portas em lugares inimagináveis e que existem chaves únicas que abrem milhares de fechaduras e muitas outras portas. É quando seus movimentos estão voltados para a linha do horizonte e o seu coração se abre para o novo, no momento em que o futuro torna-se presença no presente agora.

Seu gesto me fez lembrar as palavras de um velho amigo que dizia: “Olhe aquela árvore... como as folhas balançam ao vento, como seu tronco é firme e suas raízes estão conectadas nas entranhas da Mãe Terra... Veja aquela formiga pequenina ao pé dela e veja também a águia voando por cima dela... Tente sentir o que tudo isso fala ou não fala ao seu coração.”

E se calava contemplando... É tão bom ouvi-lo novamente e se ele estivesse aqui, imagino que ele nos diria: “Para todas as palavras ditas, meu amigo, primeiro ao ouvido de quem as falou; segundo ao coração de quem as sentiu; terceiro a toda a ação que tornou as palavras sabedoria de vida.”

E me deixaria pensando... Pensando e sentindo a “força que faz com que todas as coisas”, que mesmo espalhadas no vácuo do Universo, estão unidas. Assim como a conexão existente entre as profundezas dos mares e as alturas do Himalaia.

Penso que somente dentro de nós ecoa a resposta que expressamos fora. Uma resposta que está nos olhos que vê a força do movimento, da seiva nas raízes e a energia no vento. A árvore, a formiga e a águia, transmitem como três chaves, três segredos do agora, três qualidades da alma e é bom compartilhá-las.

Depois de algum tempo meditando percebemos que a primeira chave abre as portas para a auto-aceitação do bem e do melhor que existe em cada um de nós. Ela é a auto-estima, o ame-se verdadeiramente, o estar entusiasmado, na expressão de sua própria essência. Como qualquer mudança que experimentamos na vida, ela nasce, cresce, transforma-se e renova-se dentro de nós. Cada um de nós é responsável pela própria vida e ela é a expressão daquilo que nós somos. E isso não tem nada a ver com o que você acha que os outros têm ou não de mudar; mas sim, na sua forma de olhar, discernir e escolher que faz a real diferença.

Sabe, é aquela coisa: se fossemos uma árvore amaríamos as raízes que nutrem e sustentam a força viva em nós; amaríamos nossos galhos, folhas e frutos como sendo expressões naturais da Primeira Semente que fez nascer todas as árvores existentes.

Se fossemos uma formiga saberíamos que cada esforço, cada atitude, cada ajuda e trabalho, mesmo que ninguém falasse, seria importante para o formigueiro. Nos tempos de inverno ou nas grandes tempestades e recolhimentos, aquela folhinha de cada formiguinha faria muita diferença. Talvez, seja por essas ou outras que diz o ditado: “Ame o que você faz e faça o que você ama”. Porque assim ajudamos o mundo.

Se fossemos uma águia, saberíamos que o sol espera encontrar vida, todos os dias, com os nossos olhos. Vôos rasantes e certeiros nos novos alvos escolhidos por nossa alma, na confiança e garra de vencermos a nós mesmos. E também saberíamos que mesmo diante dos vôos mais altos que os céus nos beneficiassem, um dia teríamos que pousar, desprender e devolver. Porque tudo o que existe sob e na própria terra abaixo do céu é emprestado. O que fica é o Eterno brilho da experiência bem vivida que os caminhos secretos do coração ensinam.

Tudo passa, minha amiga, até o amado e a amada; o que é presença viva de verdade não está no amado e nem na amada, mas sim no estar amando. E isso conta muito onde nos posicionamos, principalmente se pretendemos atuar com uma visão de águia nas relações da vida.

Estamos crescendo como árvores em raízes, no meio em que plantamos nossas sementes e também nas alturas das copas de nossas aspirações. Estamos nos esforçando como as formigas e realizando os vôos e sonhos da águia-coração. Que tudo seja para melhor, sempre. E por favor, dê mais amor a si mesmo.

Continua...

por SAMUEL S. SILVA

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Denis Rojas   
Denis Rojas, iniciado no caminho vermelho por Joseph Rael, Beautiful Painted Arrow, nativo visionário norte-americano dos Pueblos Picuris e Ute. Chefe do tambor em cerimônias e danças sagradas chefiadas por Felicity Macdonald no Brasil, lidera várias cerimônias e vIvências como Saunas Sagradas, Rodas de Cura e Oficina de Confecção de Tambores.
E-mail: [email protected]
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