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Dar e Receber: dois lados de uma mesma moeda



Nas sociedades humanas, indivíduos de mesma constituição física, composição sangüínea e origem espiritual, estranhamente se dividem em potentados e deserdados. Habitam o mesmo planeta (cuja propriedade, de fato, não pertence a nenhum dos dois) e ainda ocupam espaços demarcadamente “territoriais” na estrutura civil das populações. Representam, assim, cidadãos de “universos independentes” que coexistem dentro da esfera comum de suas vidas. Este paradoxo não pode, naturalmente, ser atribuído a concessões especialmente delegadas a alguns em detrimento de outros por parte de Deus e encontra “argumentos” em fantasiosas diferenças de “classes” , de “privilégios”, e até (imagine) de supostos “direitos”! É então que encaramos, face a face, a triste realidade de um mundo que criamos entre nós e para nós e que não pode ser explicado por outra coisa senão pela ganância, pelo egoísmo e um profundo “des-amor” .

Quanto temos para agradecer pela crística orientação divina que nos foi trazida como exemplo no que se refere ao esclarecimento sobre nossa origem, nosso destino, nossos objetivos! Quão bom nesta busca por crescimento espiritual é poder olhar para o próximo com o coração embargado por eflúvios de compaixão e benevolência, compreendendo que independente de nossas efêmeras posições na Terra, estabelecemos laços de dependência mútua para atingirmos mais altos degraus na Espiritualidade! Somos interdependentes!

A maioria de nós, muitas vezes, se permite envolver grosseiramente pelo véu da ilusão. Perdemos a capacidade de nos olhar de forma eqüitativa quando nos vemos cercados por favoritismos temporários, que nos distanciam do sofrimento para nos testar em nossa capacidade de gerir proveitos em benefício coletivo. Quase sempre usufruímos egoisticamente destes benefícios, desatentos ao apelo dos menos afortunados ao nosso redor. Mas... se bem pensarmos... que necessidades podem existir como sendo destinadas apenas “aos outros”? Quem de nós pode prever a provação de amanhã, no curso de sua própria trajetória?

Precisamos aprender a não nos enxergar como algo separado do “resto” de nossos semelhantes. Quando procedemos assim, estamos afastando nossa personalidade da ligação com Deus. Usar o corpo e a mente somente para nosso próprio prazer, não conseguir ver os fatos pela perspectiva do outro, não se empenhar em servir, não saber ser caridoso - são atitudes que devemos anular de nosso comportamento para aprendermos a ser menos egoístas e mais compassivos. O melhor no exercício da fraternidade é acabar reconhecendo que do ponto de vista espiritual, para nosso próprio benefício na aquisição de méritos “morais”, quem “dá” é quem deve,por isto mesmo, agradecer.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 19/3/2007

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