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Intimidade demais complica

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 31/1/2008 em Autoconhecimento

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Todos nós queremos o amor, queremos ser amados e aceitos pelas pessoas que elegemos como nossos afetos. Mas muitas vezes parece que justamente é ali que mora o perigo, pois são nessas relações mais íntimas que nascem os desentendimentos mais dolorosos e as maiores mágoas.
Por que acontece assim? Por que justamente onde mais amamos mais sofremos?

Acredito que isso acontece exatamente por que são nessas relações que colocamos nossas maiores apostas e desejo de felicidade.
Quando a atendente da padaria lhe dá uma resposta atravessada você não sofre. Pode até ficar irritado, reclamar, mas isso não deve ser o suficiente para estragar o seu dia. Pelo simples fato de que essa pessoa não significa nada na sua vida. Ela á apenas alguém sem educação, ou alguém que naquele dia estava com problemas...
O que fazer se não vamos educar o mundo, nem mudar as atitudes das pessoas porque não temos esse poder?

Aqueles que buscam a justiça podem até falar com o gerente ou se complicar mudando de padaria, fazendo um percurso mais longo, abrindo mão do pãozinho especial, por conta dessa desavença. Mas a maioria de nós passa por cima da questão e deixa isso de lado. Porque é mesmo mais fácil não ligar para coisas assim do que cultivar problemas. Mas e quando essas situações são na família? Quando a falta de educação vem de um filho já adulto ou do seu marido ou esposa?
Bom, aí a história muda completamente de figura porque o assunto se torna íntimo e, sendo assim, com direito a sofrimento, atropelos, mágoas e desejo de colocar as coisas em ordem e dar um senso de justiça a questão. E se você tinha razão, então... O inferno é criado pois normalmente as questões relacionadas à falta de educação ficam rondando a mente como mosquitos num bolo...
A pergunta que cabe aqui é: “Podemos mudar isso se não podemos mudar as pessoas?”

Afirmo que sim. Dá um supertrabalho, exige de nós uma dose enorme de paciência e tolerância, mas podemos deixar de sofrer por aquilo que os íntimos nos fazem.
Podemos amar sem sofrer. Porém essa conquista vem da vivência da espiritualidade. Sim, porque vida espiritual não é cantar mantras, ou meditar como ensino em meus grupos.
Adoro fazer isso e usufruo cada momento desse movimento de expansão da consciência, mas essa é uma ferramenta para alcançar justamente esse estado de paz interior que me leva a viver a vida diária com luz, com amor, com tolerância e com gentileza.
Meditamos para conquistar um tempo interno e um espaço para pensar numa reação correta aos fatos da vida e, é claro, empregar essas forças conquistadas em nosso dia-a-dia, deixando de nos maltratar com as atitudes das pessoas.
Acho também que com a prática espiritual ganhamos sensibilidade para entender o momento das pessoas e reconhecer nossa própria individualidade e com isso estabelecer limites mais consistentes. E por que, afinal, sofrer tanto por aquilo que as pessoas nos falam?
Por que permitir que pessoas que amamos ocupem dentro de nós um lugar sagrado que pertence ao nosso eu divino? Por que amamos mais os outros do que a nós mesmos?

A meditação também nos ensina reconhecer que encarnamos por nossa própria causa e que o karma está relacionado com as ações de agora, com as atitudes do momento e não apenas às ações passadas.
A prática espiritual não é religiosa no sentido antigo da palavra. Em minha opinião, não há nada mais eterno e atual do que tomar consciência de si mesmo e se tornar íntimo do ser de luz que habita em seu interior.
Se você ainda não sabe ser íntimo de si mesmo não se permita ser íntimo demais dos que estão a sua volta.

Maria Silvia é terapeuta e escritora.
Se você deseja ter contato com Maria Silvia e saber mais sobre seus cursos, grupos e atendimentos venha conhecer o Grupo de Meditação Dinâmica que ela coordena, no Espaço Alpha Lux no bairro das Perdizes, em São Paulo.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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