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Além do Bem e do Mal

por Vitor e Getúlio

Publicado dia 1/8/2008 em Corpo e Mente

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Algum tempo atrás eu pensava que o certo era pensar positivo. Se assim o fizesse, todas as coisas positivas viriam até mim por sintonia e afinidade.

As estatísticas, porém, surpreendem cada vez mais os pesquisadores com números alarmantes de pessoas frustradas com suas vidas. A falta de perspectiva é um dos fatores que as levam à desesperança e, conseqüentemente, a contrair doenças psicossomáticas e distúrbios emocionais. Atualmente convivemos com as mais variadas síndromes, fruto de uma vida desregrada e estressada, as chamadas doenças da modernidade.

Vivemos numa época em que, ou aprendemos a conviver com nossos problemas emocionais, ou nos preparamos para engrossar as filas dos consultórios médicos e psicanalistas.

Tudo isso é muito contraditório, pois existem, atualmente, milhares de livros de auto-ajuda e uma centena de terapias alternativas à nossa disposição. A maioria com excelentes propostas para solucionar todos os problemas do ser humano. Mas com tantas possibilidades de tratamento é de se estranhar porquê existe tantas pessoas emocionalmente doentes neste País, com uma oferta tão grande de terapias promissoras, terapeutas competentes, excelências de sucesso, prosperidade e qualidade de vida!

Nas últimas décadas o homem gastou milhares de horas estudando fórmulas para ajudar o indivíduo a escolher as melhores decisões e centenas definindo os caminhos que o levam à felicidade. Perdeu-se a conta de quantas palavras já foram escritas sobre pensamento positivo e declarações que reforçam a tese das possibilidades: “Pense positivo”, “Eu posso conseguir tudo o que desejo”, “Seja motivado”, “Você pode tudo”, “Riqueza”, “Prosperidade”... Ninguém propõe algo dessa natureza sem uma razão. Sob esse ponto de vista, acho que é melhor a pessoa pensar positiva do que negativamente; é mais saudável ler livros de auto-ajuda do que literatura trash.

Acontece que o mercado literário coloca essa questão de forma muito simplista. Parece mais um guia de sucesso pessoal, porém antagonizado pela realidade da grande maioria de pessoas que ainda vive em estado deplorável de saúde e pobreza. Conclui-se, portanto, que firmar desejos sem ter um objetivo definido para que haja compromisso, não é solução. Somente a ação é capaz de provocar mudanças em todos os aspectos da vida humana. É preciso ter em mãos, ou melhor, na mente, algo que ultrapasse a barreira das palavras: o pensamento seguido de ação. Um pensamento, baseado na realidade.

Que tal começar com uma auto-análise e descobrir o que realmente pensa sobre si mesmo e o que verdadeiramente deseja para a sua vida? Se eu perguntasse neste momento “onde, ou, como você está posicionado na vida, ou, qual é o seu sonho?”, o que me responderia? Se pensar muito tempo para responder ou respondeu com uma frase englobando “um monte de objetivos”, significa que ainda não tem nenhum objetivo definido nem sabe como está se colocando perante a vida. Como é que você quer ir para algum lugar, se não sabe onde está ou onde quer chegar? O que você quer ser daqui a 10, 20 anos?

Quando a pessoa não consegue perceber que ela é a protagonista da sua história, o pensamento positivo e a auto-ajuda, nesse caso, valerão pouco ou absolutamente nada.

Vamos imaginar que alguém está passeando pelas ruas da cidade e resolve tomar um táxi. Ela dá um sinal e entra no primeiro táxi que aparece. O taxista acredita que ela tem um destino. Entretanto, se pedir ao motorista que a leve para algum lugar inespecífico, é provável que ele não saberá o que fazer. Ele pode simplesmente andar alguns metros e parar: “Pronto, chegamos!”. E ela não poderá reclamar, pois qualquer lugar é algum lugar.

É preciso especificar o que deseja fazer. Dizer para onde está indo ou onde deseja chegar. Essa atitude serve não só para receber ajuda, se necessário, mas principalmente para que seu subconsciente compreenda claramente seus projetos.

A declaração “quero ser feliz” é o mesmo que dizer ao taxista “Me leve para algum lugar”. É preciso especificar onde, quando, como ou com quem quer ser feliz antes de seguir adiante. Em que área você quer ser feliz? Como saberá que está conseguindo ser feliz? Enfim, é a partir desses indícios que você terá uma espécie de agenda mental com todas as anotações daquilo que deseja realizar em sua vida.

Se a pessoa está perdida e desorientada não adianta pensar que vai se safar dessa com o celular. É preciso saber onde está exatamente, ou procurar uma referência que facilite o socorro. Saber onde está e onde quer chegar é o mínimo necessário para receber o apoio que precisa nesse momento. A pessoa completamente perdida de si mesma não é capaz de traçar as coordenadas da vida; perderá com facilidade e não raramente terá dúvidas em decidir que caminho tomar. Como pode alguém ajudá-la se nem sabe onde está? Conhecer a nós mesmos antes de querer conhecer o mundo já é um bom recurso para se levar na bagagem. Para o resto, a Providência encarrega-se de dar uma “mãozinha”, desde que haja compromisso.

A bagagem, no entanto, deve ser leve, senão vem o cansaço e desistimos. Devemos levar só o que realmente vamos usar para chegar ao destino. Temos o péssimo hábito de carregar muitos sentimentos e valores antigos que não servem mais nos dias de hoje. Foram essenciais naquela época por algum motivo, mas o desejo quase insano de mantê-los presentes os faz ocupar lugares importantes em nosso subconsciente que farão disparar estímulos sabotadores ou limitantes na hora da decisão. Quando menos se espera, sentimentos de tristeza, raiva, ódio, mágoas, surgem do nada e mergulham no estado de uma situação atual, “proibindo-nos” de realizar alguma coisa. As nossas crenças e valores potencializam a intenção de querer chegar em algum lugar, mas algumas são limitantes e agem como sabotadoras de sonhos. São os generais do nosso sistema interno que ditam as regras, que nos “autorizam” ou nos “proíbem”, inconscientemente, de realizar algo.

Hoje percebi que positivo é o que imagino ser. E negativo é o que imagino também. Então, o que é positivo e o que é negativo? Ora, é tudo aquilo que imagino. Viver, portanto, pensando somente numa proposta positiva é perder o contato com a realidade, é viver alienado. Eu gostei de comer carne até bem pouco tempo e isso foi positivo para mim. Mas será positivo para um vegetariano radical? Enfim, nada é bom nem ruim, definitivamente. Depende do contexto em que estamos vivendo e da percepção que temos sobre a realidade do momento.
Paz e Luz!
Getúlio

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Vitor e Getúlio   
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